"Contos de fadas são mais que verdade; não porque nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados." G. K. Chesterton

Sertãopunk NÃO É fantasismo


Recentemente, deparei-me com um artigo que relacionava o sertãopunk ao movimento literário chamado fantasismo. Isso me deixou bastante incomodado, pois em momento algum, tanto a Gabriele quanto o Alan ou eu, falamos nada sobre sermos adeptos ao fantasismo. Na verdade, ninguém do trio gosta ou aprova o movimento.

Enquanto o sertãopunk se baseia em pesquisas e experiências compartilhadas, visando um alcance mais popular em suas narrativas, vejo o fantasismo como algo incoerente, nonsense e irresponsável, sem qualquer característica sólida, tendo como base o apelo comercial de suas obras.

Não consigo compactuar com algo que não tem sequer estrutura para as bases leitoras, que não segue a realidade em que deveria estar inserida. Seria como construir uma casa em terreno arenoso.

Então, meus caros, não, o sertãopunk não quer nem prosa com o fantasismo.

Quer entender a treta do cyberagreste e por que estamos investindo no sertãopunk?

Bacurau
Acompanhe a sequência de links:





E não vamos parar por aí, não. Tem mais coisa chegando, inclusive a criação de uma proposta de gênero especulativo ainda mais abrangente que o sertãopunk.

Aguardem.


Sudestino criando é artista, mas nordestino criando pode não?

Começo este texto respondendo à pergunta que mais se usam contra o movimento anti-cyberagreste: não, meus queridos, não estamos dizendo que um mineiro, paulista, carioca, matogrossense e por aí não pode escrever histórias situadas no Nordeste. A questão não é esta, e vocês deveriam saber e entender, uma vez que muitos de vocês entendem o conceito de local de fala (um termo qu evito empregar).

O que estamos (Alan de Sá, em seu excelente ensaio, José Geraldo, no artigo que complementa o texto anterior, e eu, em meu desabafo) tentando dizer é que estamos cansados de ver sudestinos e sulistas representarem nossa região de maneira estereotipada, ditando regras que nós, nordestinos, devemos seguir se quisermos ser aceitos pelo público. Foi criada uma visão, por décadas, de que o Nordeste é somente seca, miséria, barbárie e atraso, e o movimento cyberagreste leva isso a um nível incômodo, misturando referências cyberpunk retrofuturista com estereótipos acerca do cangaço.


Não pretendo, pois, ficar repetindo as mesmas coisas, uma vez que há material excelente sobre o problema, assim como também já dei minha opinião.

Pode parecer estranho, eu sei, nordestinos se sentindo ofendidos com uma "homenagem" que não pedimos, ainda que outros se sintam agraciados e contentes pelo deslumbramento das artes retrofuturistas. E mais estranho ainda que estejamos invocando lugar de fala enquanto criticamos abertamente o gênero recém-criado. Soa como se proibíssemos qualquer um de meter o bedelho em nossa região, não é? Isso incomoda, não é? Sabemos que sim, pois é o sentimento que muitos sentem quando alguém se apropria e distorce nossa cultura.

Mas deixa eu ser claro: temos todo o direito de reclamar e tomar para nós a iniciativa de explorar nossa cultura na arte, seja visual ou literária. Temos o cordel para nos inspirar. Temos tradições musicais. E sabemos os aspectos que nenhum turista vai compreender, por mais que viaje e ande pelas ruas de Salvador, praças, sertão, etc. Então, sim, temos todo o direito de mostrar como é viver e ser do Nordeste, seja para criticar o cyberagreste, seja para criar um gênero que abrace mais respeitosamente a imensidão da região.

Não vamos proibir ninguém de ambientar suas histórias em qualquer um dos estados nordestinos. Aliás, queremos que façam mais isso, contudo que pesquisem muito antes, conversem com gente que mora na localidade, evitem preconceitos e estereótipos.

Por ora, sim, vamos segurar nosso direito e mostrar a sulistas e sudestinos (e a nordestinos também) uma forma de representar, na literatura fantástica, nosso grandioso Nordeste.

O choro, enfim, é livre e para todas as cidades.

Não troco o meu "oxente" pelo "cyberagreste" de ninguém!

Sou baiano. Talvez não tanto quanto deveria, uma vez que nasci em Morro do Chapéu e, aqui e ali, acompanhei meus pais por fazendas em diversos cantos.

Consigo lembrar de já ter morado no meio do nada, onde enormes e frondosas árvores cresciam ao redor de casa; lembro da casa de madeira, cujas janelas certa vez se abriram inexplicavelmente no meio da noite; minha mãe e eu acordamos ambos gritando; eu por causa de um pesadelo.

Lembro de correr por quintais e campos, de levar fivelada (daquelas bem grandes) na cabeça; fluiu muito sangue; não fui ao médico, pois era uma fazenda longe demais da cidade, mas fui cuidado em casa mesmo.

Conheci gente de diversos lugares do Brasil, ao mesmo tempo em que morei em cidades e fazendas de ao mesmo três diferentes estados (Bahia, Minas Gerais e Goiás). Homens adultos que relatavam invasão de lobisomem à oficina de ferramentas (e até marcas na parede tinha para provar). Relatos de livusias (assombrações das mais barulhentas e incômodas), de fantasma de virgem que bulinava com caminhoneiros, aparições de beira de rio...

Vi emas, jacarés, onças, saguis, seriemas, todo tipo de cobra (e escapei de ser picado por uma na biblioteca de uma escola rural), peixes e por aí vai.

Ah, meu pai, por sua vez, era vaqueiro. Usava chapéu de couro, ouvia músicas de vaquejada; uma vez ou duas fui ao rodeio com ele. A fazenda de meus avós paternos era situada entre serras; Ave-Maria no rádio às seis da tarde, mosquitos, pernilongos e mutucas faziam companhia aos grilos e vagalumes. À noite, sob os candeeiros à querosene ou à gás, as sombras das colinas e seus mistérios nos engoliam.

São lembranças que me veem á mente quando penso que sou, sim, nordestino. É isso que meu Nordeste é: um fragmento que milhares de outras pessoas conhecem também, pois se situa no cerrado e na região da Chapada Diamantina. São elementos que estão, por exemplo, presentes num dos contos da novela O Cão Negro, a ser lançada, agora em edição física, ainda este ano; e estão inteiramente recorrentes em A Livusia, que escrevi em parceria com Bruny Guedes, e também tem editora.

O Fantasma de Lampião by Alexandre Fiuza
Há outros Nordestes por aí, e Alan de Sá, no ensaio Estão inventando o Nordeste. De novo, apresenta outros fragmentos. Ele, por exemplo, está na região de Feira de Santana e tem elementos completamente diferentes do que eu conheço como Bahia/Nordeste.

E essa pluralidade nordestina é uma coisa linda e rica. Como pesquisador de símbolos e folclore, eu adoro conhecer aspectos regionais, aprender sobre mitos e lendas de determinado local, ou como uma lenda é contada e recontada de maneiras diferentes. Isso é de uma beleza que não tem preço.

Então, não espere de minha parte a aceitação da abominação chamada cyberagreste, pois ela só pega aquilo de negativo e estereotipado e glorifica. E ofende. Se um nordestino não se sente ofendido em ver sua região reduzida à "Eterna Seca" e "androides e ginoides resgatando o visual de cangaceiros" por acharem símbolos do Nordeste, apenas lamento. De verdade.

Dependendo do estado e/ou da região, há detalhes particulares e peculiares para se trabalhar. Você encontra a menção á figura do cangaceiro na literatura de cordel (a qual eu me aventurei este ano, com um texto falando sobre Pedro Malasartes). Pode parecer estranho aos ouvidos do habitante do Sudeste e do Sul, mas aqui a gente conhece a figura do cangaceiro como um anti-herói que pende mais pro tipo violento e impiedoso do que o justiceiro que lutou contra o coronelismo. Minha mãe sempre se refere a cangaceiros quando comenta que alguém é encrenqueiro e briguento.

O mineiro José Geraldo Gôuvea, por sua vez, fez um artigo muito bacana sobre os problemas de os sudestinos e os sulistas se apropriarem e deturparem nossos elementos. Se chamam o cyberagreste de homenagem, eu dispenso. Não me sinto representado por robôs humanoides de 2084 fantasiados de cangaceiros, não me sinto representado por escritores e ilustradores achando que meu Nordeste é apenas seca, fome, violência e cangaço... ou melhor: agreste! Já foi complicado a gente se livrar do estigma de retirante que persistiu mais do que o devido; agora me aparecem com mais esta?! Não, eu dispenso.

O Nordeste que eu quero ver representado é o de cada escritor, do cordelista que reconta causos e revive o passado ao romancista que narra a aventura de um grupo de jovens perdidos nas grutas da Chapada Diamantina. Eu quero sentir o mesmo medo que eu sentia ao contemplar a escuridão na fazenda de meus avós. Quero reviver as lembranças da água salobra de Utinga (BA) lendo um conto sobre uma criança que acha um calango mágico. Não quero estereótipos, eu quero minha região, pedaço por pedaço, escrita por quem a entende e a respeita (algo que a antologia Estranha Bahia teve bastante êxito, ainda em 2015). Quero conhecer nossas lendas, quero conhecer nosso povo (assim como adoraria conhecer de qualquer região desse imenso Brasil)!

É pedir muito? É pedir muito respeito e diversidade? Até quando nós, nordestinos, vamos deixar que as novelas, os filmes e os escritores de ficção duvidosa ditem sobre nossa cultura suas ideias absurdas? Vamos deixar que peguem nossas características e as reinventem e as reinterpretem para seus caprichos? Vamos aceitar que elogiem aquilo que nos ofende?

De minha parte, eu sinto nojo completo do cyberagreste. E lutarei contra sua disseminação.




O cordel "Quando a Morte recusou Pedro Malasartes"

Arte de Almeida Júnior
Há anos eu conheço as histórias de Pedro Malasartes, e acho que muitos também as conhecem. Ele está presente no imaginário popular brasileiro, representando a astúcia e a esperteza que tudo pode vencer e enganar.

Então, enquanto pensava num conto para um concurso (história que ainda não escrevi, por sinal), ocorreu-me que a simbologia do Judeu Errante (personagem que, por ser tão detestável, segundo contam as lendas, foi recusado de entrar no Céu e no Inferno, passando a vagar pela Terra) caberia perfeitamente para Malasartes. Afinal, se um sujeito engana todo mundo e não tem qualquer senso moral, com certeza bem recebido no Céu ou no Inferno ele seria, certo?

Foi quando apareceu a oportunidade de ressuscitar meu lado poeta e arriscar no cordel.

E assim como ocorreu com o conto A zoomagista, que foi um teste para explorar uma classe de personagem, o cordel intitulado Quando a Morte recusou Pedro Malasartes foi selecionado para uma antologia da Cartola Editora!

Nunca escrevi cordel antes. Tinha vontade, cheguei a ler sobre os versos, a métrica, estrófes... mas nunca havia me arriscado até aparecer o desafio. Desafio porque, além de eu não ter experiência alguma, sou baiano, portanto precisava garantir ingresso numa antologia sobre uma literatura tipicamente nordestina.

Fiquei feliz tanto por ter passado quanto por, em Quando a Morte recusou Pedro Malasartes dar a introdução para o conto que quero escrever, sendo um separado do outro, sem necessidade de ler um para entender o outro, mas ambos, juntos, formam um quadro da nova versão do fascinante personagem que é Pedro Malasartes.


[Trecho] "A zoomagista"

A antologia Olimpo: deuses, heróis e monstros ainda está com o financiamento coletivo aberto. Editado e a ser lançado pela Cartola Editora, reúne dezenas de escritores (incluindo eu) contando histórias inspiradas na mitologia grega.

Anteriormente, já falei um pouco sobre A zoomagista, mas ainda não mostrei nada, certo?

Para dar um gostinho, além de pedir para que apoiem (até mesmo compartilhando o link da campanha ou desta postagem), segue os primeiros parágrafos do conto.

Boa leitura.


Minha mãe é uma zoomagista. O nome é meio estranho, talvez até engraçado, mas é melhor do que “uma maga que dedica sua vida a estudar os monstros e os animais fabulosos do mundo inteiro e impedir que pessoas supersticiosas e ignorantes os matem”. Ela também aceita que a chamem de bióloga ou zoóloga, mas, em termos corretos, é zoomagista, pois ela pratica o zoomagismo, uma ciência pouco falada atualmente, mas que teve grande prestígio em épocas mais antigas, quando a mente humana aceitava melhor a existência de criaturas peculiares, apesar de o preconceito em relação a elas ser tão ou mais forte do que nos dias de hoje.
O zoomagismo, como o nome pode deixar margem para supor, é uma interessante combinação de estudos de magia antiga e conhecimentos zoológicos. Segundo contou minha mãe, ela precisou primeiro se destacar como maga, provar ser apta a manipular a realidade, conhecer sobre elementos naturais, saber nomes de planetas, constelações, encantamentos e textos fundamentais; somente depois, por possuir excelentes notas nos estudos de criaturas mágicas e animais fabulosos, pôde se especializar em zoomagismo.
Por ser um ramo um pouco mais científico da magia, não era incomum as correspondências entre minha mãe e cientistas de todo o mundo. Até porque ela conhecia a natureza como poucos, então acabava servindo de consultora a casos inteiramente corriqueiros e fora do campo do zoomagismo: um dragão-de-komodo que tinha problemas em se alimentar por má formação da dentição era um assunto menos grave do que tratar ferimentos causados pelo excesso de veneno de uma hidra, por exemplo. Em troca dessas consultorias, biólogos de inúmeros países acabavam avisando-a de suspeitas de seres fabulosos, embora fossem poucos que conhecessem realmente a profissão de minha mãe.


Livros que li #3: Março de 2019

Abril complicou muito por aqui, mas ainda não acabou. Então vamos aos dois livros que li mês passado, pois daqui a pouco preciso fazer postagem sobre os que li por esses dias.

Só li dois, mas duas leituras muito bacanas.
A orelha de Van Gogh, de Moacyr Scliar, é uma coletânea de contos bem bacana. A maioria das histórias transitam no realismo, contudo algumas se encostam no maravilhoso e no absurso, lembrando um pouco a prosa fantástica de Murilo Rubião, um de nossos mestres do realismo mágico. Scliar, contudo, dá um viés mais especial aos seus textos: a rica simbologia judaica.

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, com tradução de Ferreira Gullar, completa a breve lista de março. Foi quase uma relida, na verdade, mas o poeta fez uma tradução com sua graça e reler essa fábula cheia de símbolos e moral é sempre uma boa pedida.


Pré-Venda: "Olimpo: deuses, heróis e monstros"

Há algumas semanas, divulguei que um conto meu, A zoomagista, foi selecionado para uma antologia da Cartola Editora. Hoje, quero anunciar que a antologia, intitulada Olimpo: deuses, heróis e monstros, enconta-se com a pré-venda aberta, como financiamento coletivo!

Herácles levando o totó pra vacinar.
Dentre as histórias e os personagens apresentados na antologia, tem minha zoomagista tentando convencer uma ninfa a sair de um lago amaldiçoado e um sileno, de tão apaixonado, é capaz de morrer com a criatura amada; há um mundo chamando Uddorra, onde uma ninfa se apaixona perdidamente por um príncipe, ambos vivendo um amor impossível; outro príncipe, ao retornar à sua terra natal, comete um crime que nem os deuses são capazes de perdoar; e uma princesa inocente e confiante será levada a um caminho de dor e vingança, o que a fará inimiga de mortais de imortais; um grupo de super-heróis, com poderes inspirados nos Titãs, parte atrás de uma hidra, visando lhe roubar os poderes; um rapaz fugitivo acidentalmente encontra o lendário minotauro, e os dois criam um laço incomum, através de um debate sobre exist~encia, medo, imagem e preconceito; um ser mágico que leva um rapaz para conhecer seus iguais; dois pastores que se deparam com um acontecimento tão inesperado, mas capaz de mudar completamente suas vidas para sempre; Caronte, o barqueiro dos mortos, acostumado a ser apenas respeitado, mas nunca querido, um dia encontra alguém que lhe trata com simpatia; uma dríade, coitada, vai se apaixonar por um humano, mas este é apaixonado por outra pessoa; o deus Éolos, entediado em sua cidade flutuante, consegue algum entretenimento com Odisseu, mas claro que toda ação tem suas consequências e uma punição; um ousado investigador mostrará ao leitor que os famosos Doze Trabalhos feitos por Hércules foram danosos ao meio ambiente, aos animais... e à cultura indígena; os  poderosos titãs um dia reinaram sobre o mundo e todos aqueles que ousassem desafiá-los estavam fadados à destruição, mas as coisas nem sempre são como se acredita; e, por fim, após ser atacado por harpias, um jovem fazendeiro tenta reunir forças para se vingar.

Claro que isso é só uma amostra dos quase 40 contos que compõem a antologia. E, a julgar pelas conversas que tive com a maioria dos escritores, tem história para todos os gostos e tipos de leitores.

Abaixo, a lista completa de autores e os títulos de suas histórias:

Alec Silva – A zoomagista
Aline Oliveira – Destino
Aline Oliveira – No esquecimento
Ana Carolina Machado – Minotauro
Ana Cristina Rodrigues – Forma de sonhar
Caliel Alves – A desolação de Argônios
C. B. Kaihato – O julgamento de Hades
Claudia Faga – Depois do escárnio
Darlan Veit – O triunfo de Cronos
Domenico Junior – Radiante
Érulos Ferrari Filho – A moeda dos mortos
Fabiana Prieto – As flores da dríade
Fabiana Prieto – Há boas almas para se transportar
Felipe Vieira – Esquadrão Titã
Fernando Martins – Não confie nos Deuses
Giovanna Tursi Catapani – Seja meu, mais uma vez
Humberto Lima – Quem semeia vento, colhe tempestade
Jenipher Cezarini – As doze batalhas de Hércules
João Solano – A vingança da pequena princesa
Jonatas Dias – O cão e os dois pastores
Juliane Vicente – A redoma de Perséfone
Leandro Thompson – Teseu e o Minotauro
Lucas Mendes – O garoto e o Minotauro
Lucas Miguel – O luto de Orfeu
Luis Felipe Mayorga – Os crimes de Hércules
Lunna Santos – Efeito solar
Matt Uchôa – A chama de Eliina e Arvo
Matheus SIlva – Um grito no céu
Meg Mendes – A flor de Baron
Nádia Santos – O senhor do mar
Naiane Nara – Medusa
Paulo Matheus Ferrari – Ascensão
Rodrigo Barros - O plano perfeito
Rozz Messias – A ninfa
Thais Rocha – Deusa da primavera
Thais Rocha – Deusa dos mortos
Victor Macário – Amor sem sentido
Walison Lopes – O senhor do tempo
William Eugênio – Espectros da morte

E agora, meu caro, corre lá e apoie: https://www.catarse.me/contosdoolimpo

Tenho certeza que o Olimpo que formamos neste livro está divertido, emocionante e cativante, com histórias de aventura, amor, drama e, claro, algumas tragédias.

"O Cão Negro": eleito um dos melhores livros de terror de 2018


O Cão Negro foi uma novela fix-up que iniciei sem muita pretensão, em 2012, baseando no meu pavor referente a cães negros. Saí costurando referências de horror e terror aqui e dali, incluindo cenas gore, pegando lembranças de minhas idas à fazenda de meus avós paternos... criando um mosaico variado de histórias interligadas, cujo elemento principal é o espírito de um cão vingativo.

Então o publiquei, após concluir o último conto (na ordem de escrita, não a que acabou sendo adotada, numa edição recente, depois de algumas críticas sobre a sequência de histórias).

E, para minha surpresa, tornou-se um relativo sucesso (não lembro números precisos, mas arrisco que ao menos 3 mil exemplares estejam por aí, entre vendidos, baixados gratuitamente e alugados pelo Kindle Unlimited).

Agora, o site Biblioteca do Terror elegeu meu livro, ao lado de nomes consegrados na literatura de suspense e de terror do Brasil e do mundo, como uma das melhores leituras de 2018! Eu fico realmente muito contente por ter agradado tanto com essa coleção de histórias de horror e suspense.

Para 2019, talvez, venha mais uma história para quem gostou de minha incursão no medo e na violência sobrenatural.