"Contos de fadas são mais que verdade; não porque nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados." G. K. Chesterton

28 de fevereiro de 2017

Gêneros Literários #6: Elfpunk

Nas pesquisas sobre gêneros literários, algumas vezes tive a sensação de que, para criar uma aura de ineditismo, pioneirismo ou exclusividade, alguns autores e críticos inventam termos para determinadas obras.

O gênero de hoje é um desses casos.

Punk ElfPunk Elf by Andre2016
Elfpunk é um subgênero da fantasia urbana e derivado do cyberpunk cujas histórias apresentam elfos e fadas (e outras criaturas relacionadas ao povo das fadas: duendes, gnomos, anões, etc) num ambiente urbano moderno. Embora pareça um termo recente, desde a década de 1980 algumas obras já apresentavam histórias do gênero; entre elas, incluem-se War of the Oaks (1987), de Emma Bull, Gossamer Axe (1987), de Gael Baudino, e The Iron Dragons's Daughter (1993), de Michael Swanwick.

"Durante a cerimônia de premiação dos Prêmios do Livro Nacional de 2007, a juíza Elizabeth Partridge expôs sobre a distinção entre elfpunk e fantasia urbana, citando os pensamentos do colega Scott Westerfeld sobre as obras de Holly Black, consideradas elfpunk clássico: 'há a presença de elfos com bastante frequência e fadas e tradição [...], há criaturas suficientes, [...] a fantasia urbana, no entanto, pode ter uma criatura totalmente inventada". [Fonte, em inglês]

Noutro site que consultei, Steamed, além de apresentar algumas obras do gênero, aprofunda um pouco mais na definição do que é elfpunk: "toma elfos e as outras criaturas féericas e os lança numa história contemporânea. Estas histórias são frequentemente sombrias e corajosas". E acrescenta que "não tem lobisomens e vampiros jogados na mistura. Mas pode haver dragões... Também não existem criaturas inventadas", ou seja, "a maior diferença entre fantasia urbana e elfpunk é que" o segundo "só usa criaturas féerocass. Mas elas não precisam ser da persuasão celta, podem ser noruegueses, japoneses, eslavos... as opções são infinitas. As criaturas ficam tão perto dos mitos originais quanto possível e quaisquer diferenças são explicadas como parte da construção do mundo. Isso significa que quando você escreve elfpunk, você tem que fazer sua pesquisa completam".

"Elfpunk não é sempre uma distopia como o cyberpunk, mas há muitas vezes temas de rebelião, de luta contra a sociedade e normas sociais desafiadoras. Essas histórias podem ficar sombrias e corajosas."

Infelizmente, por ora, ficarei devendo sugestões de filmes, mas... talvez valha uma olhada em Hellboy II: The Golden Army, de 2008.




27 de fevereiro de 2017

Lordeverso: o plano intermediário, a morada dos deuses


Se nos outros universos, que não foram criados pelo Lorde dos Lordes, os planos de existência se limitam ao físico, onde residem as criações, nos que pertencem à mente prodigiosa e audaciosa do Ascendente ocorreram uma drástica variação: além do metafísico, lugar que ele usava para testar ideias e conceitos antes de aplicá-los no físico, eventos perigosos oriundos das experiências do Lorde geraram outro, muito mais próximo dos mundos habitados.

Em termos gerais, o plano intermediário é um universo isolado, com núcleos povoados por criaturas derivadas dos Anjos que existem no metafísico. Nele, por exemplo, vive a maioria dos deuses, demônios e monstros cósmicos das lendas, além de ser acessível a qualquer criatura física por meio dos sonhos. Entre os diversos núcleos, há um responsável por preservar as memórias de todos os mundos e outro destinado aos que quebram as hierarquias, os Iconoclastas.

Amplamente documentada é a interação entre deuses e humanos, gerando toda sorte de seres lendários: nefilins, heróis, monstros e animais fabulosos. Inúmeros desses casos são realmente relacionados à presença de intermediários nos mundos físicos, e filhos de tais relacionamentos costumam ser portadores de alguns dons especiais.

Lendas contam que artemagos poderosos são elevados a moradores do plano intermediário após a morte, assumindo postos e núcleos, pois, ao contrário do plano metafísico, este está infinitamente em expansão (e há quem acredite que seus domínios vão além dos universos criados pelo Lorde dos Lordes).

Gêneros Literários #5: Splatterpunk

Depois de alguns passeios interessantes por alguns gêneros da fantasia e da ficção científica, hoje vamos nos aproximar do horror. Agradecimentos ao amigo e colega de escrita que, numa postagem no Facebook, me lembrou a existência deste gênero de violência e horrores extremos.


Splatterpunk foi "um movimento dentro da ficção de horror nos 1980s, distinguida por sua descrição gráfica, frequentemente sangrenta, da violência e do 'horror sem nenhuns limites.' O termo foi cunhado em 1986 por David J. Schow na XII Convenção Mundial de Fantasia em Providence, Rhode Island. Considerado como uma revolta contra a 'história de horror tradicional, suavemente sugestivo', foi definido como um 'gênero literário caracterizado por cenas graficamente descritas de uma natureza extremamente sangrenta'".

"A ficção curta de Michael Shea, The Autopsy (1980), foi descrita como uma história 'proto-splatterpunk'."

O gênero acabou provocando algumas controvérsias "entre os escritores de horror. Robert Bloch criticou o movimento, afirmando que 'há uma distinção a ser feita entre o que inspira o terror e o que inspira náuseas'. William F. Nolan e Charles L. Grant também censuraram o movimento. Entretanto, os críticos RS Hadji e Philip Nutman elogiaram-no; Nutman afirmou que o splatterpunk era uma literatura 'sobrevivencialista' que 'reflete o caos moral de nossos tempos'".

Apesar de ganhar "alguma proeminência nas décadas de 1980 e 1990, e, como um movimento, atraiu um culto seguinte, o termo splatterpunk desde então tem sido substituído por outros sinônimos para o gênero. O último grande empreendimento comercial dirigido ao público foi Splatterpunks II: Over the Edge, de 1995, uma antologia de contos que também incluiu ensaios sobre cinema de terror e uma entrevista com Anton LaVey. Em 1998, um comentarista afirmou que o interesse por splatterpunk estava em declínio, observando que esse interesse 'parecia ter atingido um pico' em meados dos anos 90. [10] O termo ainda é usado às vezes para o horror com um elemento forte e horrível, como o romance de Philip Nutman, Cities of Night". [Fonte, em inglês]

Entre os escritores que escrevem neste gênero, Clive Barker é um dos mais conhecidos, criador dos Livros de Sangue e do memorável Pinhead, um dos principais personagens de Hellraiser.

Os filmes mais conhecidos, podemos citar The Evil Dead, de 1981, e sua sequência/reboot, Evil Dead II, de 1987, Braindead ou Dead Alive, de 1992, e Hostel, de 2007, e suas duas sequências. Para  quem quiser conhecer outros trabalhos, segue uma lista de filmes, em inglês.


26 de fevereiro de 2017

Arte do Dia #294

Tenho um interesse imenso por cosplays, além de já ficar bem evidente por aqui que eu gosto bastante da série The Witcher. E hoje trago um pouco de um trabalho maravilhoso realizado por uma artista e tanto, que uniu duas das coisas mais legais numa só: uma série de cosplays com os monstros dos jogos The Witcher!

Elena Samko é uma talentosa cosplayer que interpreta qualquer personagem que lhe chamar a atenção, o que torna seu trabalho muito diversificado.

Deleitem-se!