Gêneros Literários #3: Fantasia Bangsiana

Continuando a série de postagens sobre gêneros literários, após nosso passeio pelo silkpunk e pelo stonepunk, gêneros que transitam entre a ciência e a fantasia, fazendo uso de tecnologias antigas, vamos explorar um pouco o campo mais fantástico da ficção.

Ilustração de Wayne Douglas Barlowe para a noveleta Barlowe’s Inferno, de 1998.
A fantasia bangsiana (ou bangsian fantasy), é um gênero "que diz respeito ao uso de personagens literários ou históricos famosos e suas interações na vida após a morte". O termo deriva de John Kendrick Bangs, escrevia frequentemente histórias do tipo.

"De acordo com E. F. Bleiler, em seu Guide to Supernatural Fiction, de 1983, 'a realização mais notável de Bangs foi uma contribuição para a tipologia literária: a chamada história bangsiana, em que importantes personalidades literárias e históricas servem humoristicamente como personagens em uma delgada linha de enredo. Bangs não inventou esse subgênero, mas seu trabalho lhe deu publicidade e status literário'. A definição de Bleiler não leva em conta que algumas das histórias de Bangs, incluindo a série definitiva Associated Shades, cujos personagens residem em Hades, estão definidas no pós-vida."

"A definição de Jess Nevins em Heroes & Monsters: The Unofficial Companion to the League of Extraordinary Gentlemen diz que é 'uma fantasia da vida após a morte em que os fantasmas de vários homens e mulheres famosos se reúnem e têm várias, geralmente geniais, aventuras'." [Fonte, em inglês]

Entre os livros de fantasia bangsiana, podemos citar os quatro títulos da série Associated Shades, escrita por Bangs: A House-Boat on the Styx (1895), Pursuit of the House-Boat (1897), The Enchanted Type-Writer (1899) e Mr. Munchausen (1901). De outros autores, há ainda a série Heroes in Hell, iniciada em 1986, de Janet Morris em parceria com outros escritores, e Riverworld, série iniciada em 1971, de Philip José Farmer, que teve uma adaptação para a TV em 2010.

2 comentários:

  1. Me amarro nesses posts!

    Mas me tira uma dúvida, A Divina Comédia poderia entrar nessa categoria? A participação do Virgílio, pelo menos?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rafero, provavelmente sim.

      Dante fez algo assim, né? Misturar personagens reais e históricos com mitológicos? Acho que ele foi até a inspiração para o gênero, embora este não assuma o caráter religioso que a obra do poeta tem. :)

      Excluir