27 de fevereiro de 2017

Gêneros Literários #5: Splatterpunk

Depois de alguns passeios interessantes por alguns gêneros da fantasia e da ficção científica, hoje vamos nos aproximar do horror. Agradecimentos ao amigo e colega de escrita que, numa postagem no Facebook, me lembrou a existência deste gênero de violência e horrores extremos.


Splatterpunk foi "um movimento dentro da ficção de horror nos 1980s, distinguida por sua descrição gráfica, frequentemente sangrenta, da violência e do 'horror sem nenhuns limites.' O termo foi cunhado em 1986 por David J. Schow na XII Convenção Mundial de Fantasia em Providence, Rhode Island. Considerado como uma revolta contra a 'história de horror tradicional, suavemente sugestivo', foi definido como um 'gênero literário caracterizado por cenas graficamente descritas de uma natureza extremamente sangrenta'".

"A ficção curta de Michael Shea, The Autopsy (1980), foi descrita como uma história 'proto-splatterpunk'."

O gênero acabou provocando algumas controvérsias "entre os escritores de horror. Robert Bloch criticou o movimento, afirmando que 'há uma distinção a ser feita entre o que inspira o terror e o que inspira náuseas'. William F. Nolan e Charles L. Grant também censuraram o movimento. Entretanto, os críticos RS Hadji e Philip Nutman elogiaram-no; Nutman afirmou que o splatterpunk era uma literatura 'sobrevivencialista' que 'reflete o caos moral de nossos tempos'".

Apesar de ganhar "alguma proeminência nas décadas de 1980 e 1990, e, como um movimento, atraiu um culto seguinte, o termo splatterpunk desde então tem sido substituído por outros sinônimos para o gênero. O último grande empreendimento comercial dirigido ao público foi Splatterpunks II: Over the Edge, de 1995, uma antologia de contos que também incluiu ensaios sobre cinema de terror e uma entrevista com Anton LaVey. Em 1998, um comentarista afirmou que o interesse por splatterpunk estava em declínio, observando que esse interesse 'parecia ter atingido um pico' em meados dos anos 90. [10] O termo ainda é usado às vezes para o horror com um elemento forte e horrível, como o romance de Philip Nutman, Cities of Night". [Fonte, em inglês]

Entre os escritores que escrevem neste gênero, Clive Barker é um dos mais conhecidos, criador dos Livros de Sangue e do memorável Pinhead, um dos principais personagens de Hellraiser.

Os filmes mais conhecidos, podemos citar The Evil Dead, de 1981, e sua sequência/reboot, Evil Dead II, de 1987, Braindead ou Dead Alive, de 1992, e Hostel, de 2007, e suas duas sequências. Para  quem quiser conhecer outros trabalhos, segue uma lista de filmes, em inglês.

0 comentários:

Postar um comentário