6 de março de 2017

Meus Escritos #1: A Senhora da Espada Vitoriosa

Quando escrevi o primeiro conto da série de fantasia épica, com toques de espada e feitiçaria, A Senhora da Espada Vitoriosa, eu não tinha muita pretensão de avançar tanto com Vannora; a ideia era apenas escrever algo breve sobre uma guerreira enfrentando dois gigantes (chamados, na história, de nefilins). Ela surgiu quase completa: loira, portadora de uma espada que jamais conheceu derrota e combatente sem destino, atrás de um objeto maior.

Culture Clash by Conor Burke
A origem da Senhora da Espada Vitoriosa remonta 2012, quando, numa conversa com a escritora de terror e fantasia Verônica S. Freitas, após uma ligeira discussão, apelidei-a de "Golden Sonja", em referência à personagem Red Sonja. Com aquilo em mente, dias depois, surgia Entre Gigantes, a estreia de Vannora (do inglês antigo, vem do céltico Gwenhwyvar, que significa "espírito branco"), uma viajante sem rumo, sempre envolvida em aventuras que encontra pelo caminho, conforme persegue um misterioso feiticeiro. Ela é uma mulher atrás de vingança, portanto.

A espada Nykh, descrita como forjada por metal celestial e sangue de dragão e resfriada com lágrimas de elfos, é a única companheira de Vannora. Seu nome deriva da deusa grega da vitória, Nike, pois é uma arma imbatível em combate, ainda que, no geral, desprovida de poderes mágicos além da capacidade de "se alimentar" com sangue dos oponentes. Enquanto ela nunca perdeu uma luta, quem a portou ao longo dos séculos não teve uma vida muito longa, com exceção de Vannora, a última pessoa a empunhá-la.

Na segunda história, Ninho de Dracogrifos, escrita no mesmo ano da primeira, defini o mundo dos contos como uma Terra mítica e ucrônica, ou seja, sem um ponto exato no tempo, consistindo de um amálgama de culturas e povos, embora concentre-se bastante elementos do final da Antiguidade Clássica e se estenda até meados da Idade Média em muitas aventuras da personagem. Optei ainda em usar a geografia terrestre, mas alterando alguns fatores conforme a série peça.

Em O Réquiem da Fatalidade, escrito no ano seguinte, fica decidida a forma que os contos e noveletas serão apresentados: em forma não-linear, indo e vindo no tempo, mostrando eventos das várias fases da vida de Vannora, que se dividem da infância ao final do treinamento, do final do treinamento à velhice (período que se encerra com o conto O Templo da Mãe Negra, escrito também em 2013) e do rejuvenescimento ao confronto com o feiticeiro.

As aventuras de Vannora são, em geral, desvios de sua tarefa principal, encontros com velhos colegas de treinamento, lutas para defender causas as quais não deveriam ser de seu interesse, serviços a favor de divindades, caçadas a criaturas e buscas por entidades e artefatos que a ajudem em sua vingança.

Vannora, a Senhora da Espada Vitoriosa, é apenas uma das quatro versões existentes da personagem. As demais são: uma dos principais personagens da trilogia Mundos em Conflito, a versão intermediária entre a portadora da Nykh e a apresentada em Colisão e a versão derivada da espadachim, mas num ambiente steampunk, esta pertencente a Verônica.


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