[Making of] A Sublime Elegância do Caos

Eu não gosto muito de falar sobre cada lançamento (no antigo blog, por exemplo, fazia mais por pura necessidade obrigatória do que por vontade), mas desde que iniciei a meta de um e-book todo mês cogito algumas postagens a cada determinado momento. A de agora, por sua vez, não é uma dessas postagens, mas, depois de tanto pensar, há algumas pequenas coisas que precisam ser ditas.


Em junho, numa data ainda a ser definida, lançarei o título de junho, A Sublime Elegância do Caos, uma singela coletânea com sete contos bem curtos, intitulados de "atos".

O primeiro deles foi escrito quase em parceria com uma ex-namorada, após uma conversa calorosa sobre teoria do caos e suposições metafísicas; creio que dificilmente encontrarei outra garota/mulher com a mesma paixão pelo emaranhado cósmico que compõe as singularidades e o caos que nos cercam; nossa intenção era outros três textos, todos interligados, mas, com o fim do namoro, ficou apenas no primeiro conto, completo, e um segundo, com apenas uma página escrita, portanto descartado.

O ato seguinte é dos mais antigos, entre 2009 e 2010, sobre um assunto que, na época, muito me interessava e era meu lema para cada ocasião que as coisas dessem errado ou certo. Ali germinava o pessimismo que atualmente faz parte de mim.

O terceiro ato tem um leve tom cômico, meio que um deboche acerca da autoajuda, que prega algumas besteiras imensuráveis. É um texto, se não me engano, ou de 2007 ou de 2008, sendo o segundo mais antigo da coletânea.

O próximo ato não me recordo exatamente quando escrevi, mas lembro da sensação, da frustração, da dor e do anseio sabe-se lá do quê. É quando o amor, tal como flor podre, murcha e nos damos conta que sua beleza era efêmera e seu perfume, artificial. Ou algo assim.

O quinto ato é muito, mas muito pessoal, e ainda assim acabou entrando no projeto como um vislumbre de fatalidade, de entregar-se e se perder, de apaixonar-se e se envenenar. Ou algo por aí.

O penúltimo ato, contudo, contradiz o terceiro e divide com ele quase a mesma época.

E o sétimo é o mais recente. Brevíssimo. Meio autobiográfico, meio algo mais. Era para ser maior, mas acabei por deixá-lo apenas numa página mesmo.

A Sublime Elegância do Caos é mais ou menos similar, em sua concepção, ao que foi Sonhos de um Gafanhoto, embora mais simples, com temas menos complicados. Quando selecionei o que incluir e o que não incluir, eu tinha em mente apenas montar um pequeno quadro de minha mente, da evolução de pensamentos, ideias e emoções.

Há determinados textos meus que, se fossem hoje, jamais seriam escritos. Compreendi isso quando, ano passado, tentei concluir o conto de fantasia A Casa de Praia; a maneira como terminei não me agradou, mas pensei "É assim que acaba, você querendo ou não", porque a história era o reflexo de emoções que, com o tempo, foram se desgastando e, se fosse hoje, acabaria de forma muito pessimista.

Danação, sequência de Colisão, está há anos numa pasta virtual porque eu ainda não sei como lidar com eventos e acontecimentos anteriores, quase todos datados e, consequentemente, obsoletos. Por mim, era um projeto que seria cancelado, sobretudo pela quase nula recepção alcançada, porém seria injusto com cada um que já leu o primeiro volume.

Portanto, A Sublime Elegância do Caos é sobre a vida e sua constante evolução, suas idas e vindas, as incertezas e as "coincidências", as chegadas e as despedidas, o amor e a sua ausência, a morte... É, antes de tudo, sobre minha vida, mas sabe-se lá quantos outros podem estar cientes de que estamos numa constante rota de colisão.