3 de setembro de 2017

Minha paixão pela saga de Geralt de Rívia


Quem visita este blog algum tempo já deve ter visto várias postagens com artes da série de livros e jogos The Witcher. Tem um texto sobre folclore e mitologia na fantasia com ilustrações do jogo, inclusive. E a resenha do primeiro livro de contos, O último desejo, de Andrzej Sapkowski (estou procrastinando a resenha do segundo volume, por sinal).

Mas esta paixão pela série de livros (meu interesse nos jogos é mais visual do que por vontade de jogar, embora eu tenha me divertido muito com uma versão mobile, muito tempo atrás) veio logo após a leitura da HQ A Casa de Vidro. A partir daí comecei a colecionar todas as soundtracks que pude encontrar, wallpapers, artes de fãs, PDFs de artbooks, etc. E fiquei com planos de começar a série de livros (a única série de fantasia épica que me interessou profundamente, devo acrescentar), porém nada de imediato...

... até que veio um pequeno plot twist.


Como ghostwriter, presto serviços para diversos gêneros e sou "obrigado" a me adaptar ao que o cliente deseja, além de complementar minhas leituras tão restritas. Foi assim, aliás, que iniciei a coleção de livros de Sherlock Holmes (que eu já tive contato com O Cão dos Baskerville, ainda na adolescência) e desenvolvi uma história inspirada no detetive inglês. Sendo assim, quando um possível cliente me recomendou, como material de inspiração, os livros de Andrzej Sapkowski, fiz esforço para adquirir os dois primeiros, ambos coletâneas de contos.

De início, O último desejo não se mostrou uma leitura muito convencional. O primeiro conto, O bruxo, é um excelente portal para o mundo, mas Sapkowski escreve de forma não-linear, ainda que suas histórias sigam um caminho único. Conforme lia os contos, percebi que o autor brincava comigo, entregando o primeiro ato de um jeito e do nada rumando para outra direção. E cada vez mais eu me envolvia com seus personagens e seu mundo.

Eu já havia concluído o primeiro volume quando o trabalho inicialmente proposto acabou não acontecendo, porém continuei a leitura, parando no segundo livro, A espada do destino, pois só tenho, até o presente momento, os três iniciais da série (e eu odeio ler coisas fragmentadas, em especial aquilo que me cativou bastante).


Como sou muito curioso, já tomei todos os spoilers possíveis de cada um dos livros, além de saber muito sobre o universo literário, inspirações do autor, pensamentos e reflexões, etc. E cada novo detalhe só me dá mais vontade de continuar lendo (saciei um pouco a sede lendo a segunda HQ, Os Filhos da Raposa, mas esses contos ilustrados são mais próximos dos jogos do que dos livros). Parte de minhas descobertas se devem às postagens da página Andrzej Sapkowski Brasil e ao perfil oficial dos jogos no Brasil.

Então, é isso: de uma simples curiosidade acerca de uma série de fantasia que se inspira em elementos folclóricos eslavos, saindo um pouco da Anglaterra (devo a uma amiga este termo) tão explorada por outros autores, a uma de minhas paixões literárias (ao lado de outras pouquíssimas séries), Geralt de Rívia e sua turma estão entre as melhores leituras que já tive e aguardo, com extrema ansiedade, a oportunidade de retornar às suas aventuras, com a coleção completa.

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