5 de setembro de 2017

[Poema] Cantares

Sempre fui um poeta casual. Nunca me achei ótimo (ou sequer bom) escrevendo poesia, mas sempre escrevi poemas para expressar algum momento, sentimento, emoção ou detalhe que me chamou a atenção. Esta semana, rolou algo assim, de um detalhe me cativar e dois versos ficarem suspensos, num estado entre a vigília e o sono. Precisei poetizar. Nada demais, porém não me desagrada tanto também.


Ah, Salomão,
O que tu dirias desta visão?
Elogiarias tu o cálice redondo que é o umbigo
Ou te atentaria, caro amigo,
Ao conhecimento de que ali reside o centro do mundo
E contemplá-lo seria como olhar
O segredo cósmico mais profundo?

Quantos cantares tu escreverias, Salomão,
Diante de tamanha formosura,
Ou quantas linhas tu dedicarias para cada curva?

Ah, amigo meu,
Teu conhecimento é, de fato, divino,
Mas a mulher de Deus veio sua criação
E é de Lilith que vem seu suave e intenso refino,
Então nada vale conhecer as estrelas,
Conhecer os selos para mil prisões,
Quando basta um sorriso dela,
Desta bela visão,
Para que me prenda em tentações.

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