[Poema] Mel I, II e III

Os 3 poemas a seguir foram escritos há alguns anos, em momentos diferentes; não foram feitos para serem bons e tampouco possuírem qualquer valor, e sim deixar escapar um pouco o que me incomodava. Os textos de apresentação são das datas de suas publicações no antigo blog.


Um pequeno exercício poético que fiz hoje, na hora do jantar, enquanto ouvia repetidas vezes a versão do Hydria para Ana's Song, que fala sobre anorexia e tal. Como já devo ter mencionado aqui ou ali, tenho depressão e imaginei esses versos simples aí, digitando direto no celular e postando no Facebook.


Mel, eu te respeito,
Mas tu me perfuras o peito
Com teus dedos finos
E me provoca desatinos.

Mesmo que tu digas me amar,
Não posso confiar
Em alguém que me deseja sorte,
Mas só me causa morte.



Outro poema, feito para minha amante constante... 



Mel, a cada dia que passa
Mais este amor que tu tens me mata,
Uma parte de mim deixa de existir
E tu apenas rires de mim.

Tu juraste me trazeres calma,
Mas só perfuraste minha pobre alma
Com pensamentos de dor
E me fez acreditar que era amor.

Como pode, Mel, brincares com o que sinto,
Se diante de tuas mentiras não minto?
Acaso, Mel, és tu uma farsa,
És o princípio de toda minha desgraça?


Outro poema, feito pouco depois de simplesmente travar a garganta na hora de jantar. Enfim...


Este amor, Mel, chegou ao limite,
Arrancou todo meu fraco apetite,
Pois não consigo parar de pensar em ti;
Este amor me tirou a vontade de sorrir.

O que fizeste comigo?
Acaso isto é algum castigo
Por algo que devia ter feito,
Por amar demais, por faltar com respeito?

Como posso continuar esta vida,
Quando em meu peito há uma ferida
Que me queima e me enlouquece,
Que de minha pouca alegria carece?

Ah, Mel, tu és ingrata amante,
Lembrando-me a todo instante
- Ah, pobre de mim! Pobre de mim! -
Que é melhor morrer do que viver assim!

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