Esboços & Devaneios #7

Concept Art by Nuare Studio
Se você acompanha este blog há algum tempo, já deve ter se esbarro com alguma coisa sobre o projeto Paracosmos, que possui algumas histórias menores publicadas na Amazon. Mas, se você está chegando agora e não sabe do que se trata, vai um breve resumo da coisa toda, de acordo com o que pode ser encontrado em postagens separadas.

O primeiro romance do Lordeverso é A Guerra dos Criativos, no qual conhecemos crianças e adolescentes que acessam um mundo de imaginação, sonhos e criatividade para participarem de jogos conhecidos como Guerra dos Criativos. Essa classe seleta de seres (nem sempre) humanos juvenis possui algumas habilidades que se manifestam somente naquele mundo, sendo a principal o poder de criar tulpas, dar formas a pensamentos, podendo criar de simples animais inofensivos a colossos violentos e poderosos.

Nisso, pensei como seria a ação desses Criativos num mundo físico, onde há leis físicas, há pessoas gananciosas e toda sorte de coisas. Nasciam os paracósmicos, jovens com duas habilidades principais habilidades: criar tulpas com poder limitado e desenvolver alguma habilidade extrassensorial. Mas eles são diferentes do conceito de Criativo: são quase todos vítimas de violências, o que, por algum motivo, provoca o despertar de seus dons. Ou seja, é como se a natureza tivesse dado a vítimas de abusos, torturas e diversos traumas o poder de revidarem e, ocasionalmente, se protegerem dos adultos.

Com isso, surgiram duas derivadas, Efeméride, que mostraria paracósmicos em vários pontos da História, e Anarchia, que ocorreria paralelo ao principal, mas focando em teorias conspiratórias, projetos secretos de cientistas e militares, além de explorar grupos de justiceiros enfrentando bandidos. A coisa sempre foi focada em um ou dois romances, sendo os contos da trilogia acima introduções de personagens, exploração de cenário, um tipo de "Origens" aos eventos que os romances abordariam.

Panoptes Game 04 by Besar13
Mas a vida é uma caixinha de surpresas, não é mesmo?

Semana passada me enfiei na maior cara-de-pau numa parada liderada pelo Vianco, um projeto de seleção que ambiciona encontrar 4 histórias com potencial de se tornarem longas séries (entendam "longas séries" como algo acima de 7 volumes, segundo insistentemente afirmaram em dois vídeos). E Paracosmos, a saga sobre uma garotada traumatizada capaz de invocar qualquer criatura pelo simples ato de pensar nela, que pode ler mentes, hipnotizar, fazer viagens astrais, etc, tem tanto, mas tanto a oferecer que resolvi arriscar.

Sim, estou na luta para conseguir levar algo meu para editoras grandes! Ou ao menos escrever o que eu quero escrever e mostrar para vocês os Criativos num cenário diferente do que alguns viram em A Guerra dos Criativos.

E consegui pensar em 8 volumes, sendo divididos em 3 eventos (como prefiro chamar) bem distintos, mostrando a evolução de um grande problema: a guerra entre paracósmicos e humanos.

Mas vamos devagar.

Para quem tem curiosidade, defini os eventos em 3 grandes (sub)gêneros (e todos possuem fantasia sombria em suas narrativas, além de toques de horror cósmico e ficção científica), sendo, respectivamente, FANTASIA URBANA, DISTOPIA e PÓS-APOCALÍPTICO. Ou seja, durante todos os 8 volumes, veremos transições de gêneros.

Abaixo, a lista dos títulos dos volumes, além de qual evento estarão. Ainda não defini os nomes dos eventos, mas isso é o de menos no momento:

EVENTO 1
O Fio da Lâmina
Vales de Estranhezas
O Abismo de Todas as Coisas

EVENTO 2
Realidade Alterada
A Profecia da Perdição
Sonhos Utópicos

EVENTO 3
Espécie Sobrevivente
Ruínas da Ilusão

Woman with Sword by KEileena
O primeiro volume, O Fio da Lâmina, está bem definido, pegando a ponte deixada no conto Subversão (aquele que rola referências lovecraftianas e é o meu favorito, aliás). O título vem uma música do Epica, aliás. Talvez vire padrão eu pegar letras de músicas pra ajudar na criação dos títulos.

Na trama, que começa cinco anos após os eventos dos contos, conhecemos um mundo que se divide diante da existência de crianças e adolescentes dotados de poderes criativos e, ao mesmo tempo, destrutivos; os governos discutem pública e seriamente medidas, enquanto muitos começam a financiar projetos armamentistas; a população sente-se ameaçada e grupos de extermínios ganham cada vez mais apoio, o que reforça medidas de alguns países, que buscam meios de isolar esses jovens em campos de concentração. A agência que sempre zelou pelo anonimato dos paracósmicos começa a entrar em decadência, uma vez que perdeu muitos de seus apoiadores secretos, e, quase como último suspiro, precisa conter uma ameaça que ela própria gerou: uma garota tão instável e perigosa ao mundo, a líder de um culto a um abismo de horrores e incertezas, que somente um violento e amoral psicopata pode enfrentá-la. O único problema é quando ele concorda com as ideias da oponente.