"Contos de fadas são mais que verdade; não porque nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados." G. K. Chesterton

Arte do Dia #578

Algumas belas artes de Ixalan.

Blatant Thievery by Victor Adame Minguez
Crumbling Necropolis by Volkan Baga
Mass Mutiny by Sidharth Chaturvedi
Prey Upon by Deruchenko Alexander
Saproling Token by Joseph Meehan
Zealous Persecution by Sara Winters



Falam por aí #2: Anamélia

Publicado em 2015, é um conto de fadas que narra a saga de Anamélia, que tinha apenas um sonho: fugir. E numa noite fria, cansada da vida que tinha, ela se aventurou por ruas desertas até ter um encontro inusitado.

Guiada por uma pedra falante, através de sete tarefas impostas em troca do que deseja, a garota de olhos heterocromáticos conhecerá as criaturas mais fantásticas e perigosas, visitará lugares inóspitos e desvendará respostas inquietantes para perguntas cruciais.

A cada tarefa, mais Anamélia se afastará do mundo em que vive e caminhará para um que pode não ser aquele que deseja ir.

Inspirada nos contos de fadas e nos trabalhos de Guillermo del Toro e Tim Burton, Anamélia é uma história sombria sobre uma jornada no limiar da fantasia e do horror.


A partir daí, entramos em um mundo mágico e sombrio, o autor se utiliza dos elementos e do universo dos contos de fadas para moldar de uma forma distorcida e angustiante seu próprio conto de fadas. Se em outros contos Alec passeou pelo horror com propriedade, aqui ele sobe um degrau. Mas não espere sangue espirrando e o gore que costumamos ver em filmes americanos de quinta categoria, nem espere uma adaptação quase sombria de histórias conhecidas, como Hollywood vem fazendo exaustivamente e com pouca qualidade anos a fio. Aqui, o autor mergulha fundo nos meandros sombrios da psique humana.
Samuel Cardeal, em Meu Mundinho Fictício

Uma coisa interessante (entre várias) que o autor soube trabalhar bem foi o cenário. Geralmente estamos habituados com personagens que viajam por longas distâncias, mas não é o caso de Anamélia. Tudo é relativamente acessível para a heroína. Embora isso não seja sinônimo de que os desafios foram fáceis.
Yasmin Alves, em De Lua e Tinta

Comparável às doces histórias do Mágico de Oz, este livreto fantasioso, delicado, cruel e melancólico peca apenas pelo seu tamanho.
Matheus Mundim, na Amazon

Um conto de fadas sombrio permeado por recortes da realidade brutal da qual a protagonista tenta desesperadamente fugir. As tarefas que lhe são apresentadas têm relação direta com suas experiências – e se por um lado ela parece ter sido escolhida pela Sorte ao lograr êxito em algumas delas, por outro precisa sobrepujar os próprios príncípios para cumprir o que lhe foi requisitado.
Felipe Biavo, na Amazon

Ousado, instigante e visceral. Um conto de fadas nada infantil, com narrativa intensa e muito bem trabalhada.
Eduardo Amparo, na Amazon

Uma obra fantástica que atinge o coração através do imaginário, delineando o subjetivo duma forma única.
Ricardo Lemos, na Amazon

Capa da primeira edição