"As Máscaras de Holmes" ou minha versão subversiva de Sherlock

Quando um misterioso assassino começa a agir, roubando rostos e os usando como máscaras, Holmes, um detetive capaz de mudar a aparência, e seu único amigo, Charlie, precisam lidar com mistérios alquímicos, facções de vampiros e lobisomens em conflitos civis e uma sociedade secreta que protege segredos do Oceano Abissal, a imensa fenda que surgiu após a colisão da Terra com um mundo habitado por criaturas fantásticas.

Arte promocional de Sherlock Holmes: The Devil's Daughter
Essa é a forma mais rápida de explicar o pastiche que é a novela de fantasia urbana As Máscaras de Holmes.

Não há, portanto, muito o que difere de outros pastiches sherlockianos: trata-se de uma releitura do clássico personagem de Sir Arthur Conan Doyle, agora um metamorfo vivendo numa "Londres alternativa", palco de acontecimentos fantásticos e de personagens que, aos poucos, vão se revelando ou versões de personalidades históricas ou literárias.

A ideia surgiu quando um trabalho de ghostwriting me fez ler alguns contos e um romance de Sherlock Holmes, além de pesquisar para o personagem. Acabou que o trabalho não aconteceu, mas eu já tinha reunido tanta informação e apreciado tanto parte do texto e achado a outra tão sem graça que resolvi arriscar uma versão. Mas não pretendia usar nada tão próximo de qualquer coisa já usada.

Meu Holmes precisava ser diferente. E não apenas por ser um metamorfo.

Enquanto investiga o caso, Holmes e seu melhor amigo vão se aventurando em outras questões, como feminismo, identidade de gênero, preconceito, racismo e homofobia, e parte disso está ligada aos desdobramentos dos crimes cometidos pelo ladrão de rostos.

Sherlock Holmes by Hideyoshi
Foi uma história que gostei de escrever, pois me desafiou a criar uma cidade (apesar de ser uma "Londres" situada numa "Inglaterra", que está numa "Terra" que se fundiu a outro mundo, habitando por criaturas de lendas e mitos antigos, ela tem seu mapa inspirado em outro local), pensar alterações históricas, criar eventos paralelos que pretendo explorar e impulsionar ao projeto seguinte (pois sim, há pelo menos mais duas histórias que preciso contar sobre esta versão de Sherlock).

Ainda não sei quando irá sair, e se será apreciada, mas adorei muito as semanas em que estive dedicado a narrar as aventuras desses dois novos e intrigantes personagens.