[Trecho] Prólogo (incompleto) de "Danação", segundo volume de "Mundos em Conflito"

Seguindo a breve jornada em cima dos rascunhos de Danação, hoje temos parte do que deveria ser o prólogo.

Está incompleto porque eu fiquei revendo algumas coisas, então acaba de maneira bem brusca. O ponto de vista é de Sephora, personagem que aparece em Jornada aos Pilares e seria, neste volume, melhor apresentada.

Ficará para uma próxima.

Modelo desconhecida
O amor é o veneno mais terrível que existe; não por nos matar lentamente, mas por nos fazer acreditar que sem ele não podemos mais viver.
E eu me envenenei diversas vezes ao longo de minha atual existência, embora muitos falem que Sephora, conhecida como a Guardiã das Memórias do Lorde dos Lordes e Detentora das Canções Sagradas, seja incapaz de amar. Com o tempo, conforme as dosagens do veneno foram aumentando, os efeitos foram se dissipando, tornando-se amenos e suportáveis; e um dia, sem que pudesse perceber, o amor se foi.
Tornei-me, portanto, uma Iconoclasta. E teria vivido muito bem assim, indiferente ao amor e seus malefícios, ainda que cobiçada por Anjos e Juízes cientes do poder que represento. Por isso, quando percebi que o mundo não precisava de mim, isolei-me no Deserto, assumindo o cognome de Esfinge.
Mas, pela vontade de quem me cedeu suas memórias, um velho inimigo retornou.
Quando a Última Guerra dos Criativos acabou, fui aos Pilares, a morada dos Lordes, aqueles eleitos para governarem o mundo. Exigi uma reunião com todos eles, que totalizavam três mil e três na época; levada ao salão mais amplo do palácio, ouvi acerca do temor que aquela criatura anômala havia causado e nas decisões tomadas para impedi-la.
— Em nenhum momento, todavia, vocês cogitaram que fosse o momento de despertar o Lorde Negro? — perguntei, após ouvir cada um deles.
— Jamais!

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