"A Jornada para Encontrar a Felicidade da Mamãe" vai começar

Um dos últimos posts que fiz aqui, há pouco mais de dois meses, foi sobre o saldo de minha produção literária no primeiro semestre deste ano. Uma semana depois, mais ou menos, publiquei As Máscaras de Holmes, que já postei algo por aqui, quase três meses atrás.

Logo depois, dediquei-me a concluir a novela infantil A Jornada para Encontrar a Felicidade da Mamãe, a primeira grande aventura de Rube, uma história que abraçaria os dois primeiros contos já publicados, ampliando-os e a partir deles desenvolvendo uma série de três volumes sobre a infância da personagem.

Capa de Aline Munhoz
Eu já havia escrito obras que se aproximavam dos contos de fadas, como Anamélia e A Estrela, mas eram histórias mais maduras, voltadas a um público acima de quatorze anos. Tanto porque eu aprecio um tom mais sombrio quanto porque escrever para crianças exige muito mais do que escrever para adolescentes e adultos.

Quando Rube ganhou críticas positivas, resolvi me dedicar a ela, elaborando histórias que abraçassem minha paixão pelos contos de fadas e livros de literatura fantástica mais clássica, mitologias, simbologia e desenhos. E nasceram os primeiros capítulos de A Jornada para Encontrar a Felicidade da Mamãe, que seria a primeira novela infantil de minha autoria.

Como explícito num dos posts mais antigos do blog, escrever para crianças não é apenas usar palavras simples, ser simplório no plot e tampouco subestimar a inteligência do pequeno leitor. Escrever para uma criança exige muito, seja no tom adequado da trama, no desenvolvimento dos personagens, no cuidado com os diálogos, no avanço da história...

Isso explica a longa demora em acabar a novela, que iniciei mais ou menos em 2015. E o resultado, creio eu, ficou agradável de se ler.

Outro cuidado que tive nessa série foi planejar por etapas as três primeiras novelas, inclusive já selecionando as imagens-base para as capas, além de garantir a parceira com Laura SaintCroix para a ilustração da trilogia. As próximas duas aventuras já possuem seus plots definidos, e pistas podem ser encontradas ainda no primeiro volume (que é uma história fechada).

Uma das muitas ilustrações menores da novela,
feitas pela Laura.
Sobre as ilustrações, optei em manter a capa num estilo que achei muito apropriado tanto para a edição virtual quanto para a física. Então, coube à Aline Munhoz a tarefa de definir o tom da capa, e ficou um trabalho muito legal.

À Laura SaintCroix ficaram as aquarelas que ilustrarão as principais cenas da novela e dezenas de desenhos menores, em nanquim, representando alguns elementos da história, num trabalho que lembra bastante antigos livros infantojuvenis, uma paixão que tanto ela quanto eu dividimos.

Algumas das aquarelas exclusivas para a história.
Por fim, todo o texto, já pronto, teve a edição cuidadosa de Bruny Guedes, que me incentivou a concluir a história e deu conselhos valiosos em diversos momentos, além de ser dela a escolha das cenas a serem aquareladas. Sem essa ajuda, o projeto não teria a identidade que tem.

E em breve, por meio de um financiamento coletivo, espero poder entregar a vocês, leitores e amigos, um dos trabalhos mais delicados e gostosos que estive envolvido, que conta com um esmero tanto textual quanto artístico, feito com muito amor e muitas horas de debates, escrita e desenhos.

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