Resenha #13: Lobisomem versus Saci [Henrique Luis Ferreira]

Ano: 2014
Páginas: 50
Editora: Ctroque
SINOPSE (sem qualquer edição): Livro baseado em aventuras de criaturas do folclore brasileiro. Descubra se o lobisomem pode quebrar a maldição e voltar a ser um humano, ou, se o saci, consegue controlar seu ímpeto de zoar o tempo todo. Conto com pitadas de terror e humor, estilo semelhante ao livro branca de neve e os sete anões zumbis.


Saci by xGotikox
Após a publicação desta resenha, no Facebook, o autor despublicou o livro devido à repercussão negativa de suas atitudes para com alguns outros resenhistas.

Parafraseando um clássico, “Meu avô fumou durante sua vida inteira. Eu tinha cerca de 10 anos quando minha mãe disse a ele ‘Se você quiser ver seu neto se formar, você precisa parar imediatamente.’. Lágrimas saíram de seus olhos quando ele percebeu o que realmente estava em jogo. Ele parou de fumar imediatamente. Três anos depois ele faleceu de câncer nos pulmões. Eu estava realmente triste e aquilo me destruiu. Minha mãe me disse ‘Nunca fume. Por favor, não faça sua família passar pelo que o seu avô nos fez passar.’ Eu concordei. Aos 20, eu nunca toquei em um cigarro. E preciso dizer, eu sinto um pouco de arrependimento de nunca ter feito isso, porque, de qualquer jeito, esse e-book me deu câncer.”

Se você conseguiu rir com o que colei e copiei acima, NÃO PERCA SEU TEMPO COM ESTE E-BOOK. Ele não vai te dar um câncer, pois com certeza tem coisas piores. Tipo o comportamento do autor em ir nos sites exigir a retirada dos trechos abomináveis de sua obra (algo que é aconselhável, uma vez que ninguém, em seu juízo perfeito, merece se deparar com o Sacirilo mijando numa plantação de maracujás negros e saindo numa mobilete que explode o motor).

Até porque mais fácil pegar câncer com os memes da South America Memes do que lendo este e-book horrendo.

Pegando o gancho do Colecionador de Sacis, que fez uma resenha muito boa, não tem como achar graça de menções forçadas a Tropa de Elite e tentativas deploráveis de humor com o nome dos protagonistas: se vocês acham Sacirilo, o saci metido a químico, um absurdo, o que diriam se eu revelasse que rola um lobisomem peludo (algo que o autor reforça o tempo todo, sem qualquer graça) chamado Bisomem?

São páginas e páginas de nonsense idiota, com Sacirilo fumando ervas e fazendo bebidas, gastando todo o conhecimento químico que o autor alega que ele tem apenas nisso. E zoar; e aqui o saci é um típico jovem HUEBR babaca, que acha graça em gritar palavras contra os capitalistas, urinar em restaurantes e lanchonetes, desenhar pirocas em parentes e achar graça nas postagens da página Otariano.

Ou a insistência de Bisomem em criar um lendário maracujá negro (que ele se refere uma vez como "fruto proibido"), que era conhecido pelos guaranis amazônicos, pois era alimento preferido dos bicho-preguiças gigantes; tratado como um fruto mágico, os índios o viam como obra do capeta, embora servisse para desfazer magia negra e macumba (sim, tudo isso aí). Ou cenas tão aleatórias que nada acrescentam.

O único momento realmente engraçado é quanto o autor faz uma referência a Monsanto ao descrever a quantidade de químicos usados nos maracujás. Do resto, são páginas avulsas, escritas por alguém sem talento, que teve a coragem de copiar parágrafos e parágrafos de textos alheios para introduzir as lendas do saci e do lobisomem, algo que destoa de sua narrativa pobre e confusa. A capa é um completo amálgama de artes alheias, o que pode ser configurado como um crime contra os direitos autorais.

O confronto das duas criaturas (tido como o final, embora não ocorra jamais um encontro direto entre elas antes disso) consegue ser interessante, mas provavelmente você estará tão cansado que sequer vai ter empatia por ninguém e lerá o epílogo apressado e sem graça.

Ah, outro ponto positivo (além de não pegar câncer) é que é algo curto (sobretudo se pular dois ou três capítulos iniciais), mas ainda assim caro.

A sensação, depois de ler e ser informado das tentativas do autor de censurar os trechos de sua obra, é que passada as biritas que tomou quando escreveu e publicou, ele se deu conta da merda que fez.

NOTA: 0,5

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