Bestiário #5: Meio humanos, meio caprinos

Continuando a série de postagens sobre criaturas híbridas, com a intenção de servir de material introdutório a curiosos e escritores de fantasia, tomando como base o artigo na Wikipédia [em inglês], com informações complementares extraídas de outros sites ou artigos, além de, eventualmente, livros que eu dispor em minha biblioteca.

Para esta segunda parte, vamos conhecer "uma classe de seres mitológicos que se assemelhavam fisicamente aos humanos da cintura para cima, e tinham características parecidas com cabras, geralmente incluindo as patas traseiras. Eles se enquadram em várias categorias, como sprites, deuses, demônios e semideuses".

Faunos
The Faun by Carlos Schwabe
Fauno (em latim: Faunus, lit. "favorável" ou também Fatuus, "destino" ou ainda "profeta") é nome exclusivo da religião romana, de onde originou-se, como um rei do Lácio que foi transmutado em deus e, a seguir, sofreu diversas modificações, sincretismo com seres da religião grega ou mesmo da própria romana, causando grande confusão entre mitos variados, ora tão mesclados ao mito original que muitos não lhes distinguem diferenças (como, por exemplo, entre as criaturas chamadas de faunos – em Roma – e os sátiros, gregos).

Assim, para compreender a figura de Fauno, é preciso inicialmente saber que o nome era usado para denominar, essencialmente, três figuras distintas: Fauno, rei mítico do Lácio, deificado pelos romanos, muitas vezes confundido com Pã, com Silvano e/ou com Lupércio (como deus, era imortal); faunos (no plural, embora possa ser usado no singular, quando individuado o ser), criaturas que, tal como os sátiros gregos, possuíam um corpo meio humano, meio bode, e que seriam descendentes do rei Fauno. (Eram semideuses e, portanto, mortais); ou ainda, Fauno, um marinheiro que, tendo se apaixonado por Safo, obteve de Afrodite beleza e sedução a fim de que pudesse conquistar a poetisa.

Originalmente, eles diferiam dos sátiros gregos porque eram menos frequentemente associados à embriaguez e eram vistos como "criaturas tímidas da floresta".

Glaistig

A glaistig é um fantasma da mitologia escocesa, um tipo de fuath. É também conhecida como maighdean uaine (Donzela Verde), e pode aparecer como uma mulher de aparência bonita ou monstruosa, como uma meia-cabra semelhante a um fauno, ou na forma de uma cabra. A parte inferior de sua forma híbrida geralmente é disfarçada por um manto ou vestido verde longo e esvoaçante, e a mulher frequentemente aparece cinza com longos cabelos amarelos.

É um fantasma ambivalente que aparece nas lendas como uma criatura maligna e benigna. Em algumas histórias têm atraído seus homens para seu covil através de música ou dança, onde ela então bebe seu sangue. Outras histórias desse tipo têm suas pedras no caminho dos viajantes ou as jogam fora do curso.

Em outras encarnações mais benignas, a glaistig é um tipo de espírito tutelar e protetor de gado e pastores, e em pelo menos uma lenda na Escócia, a cidade de Ach-na-Creige tinha tal espírito protegendo os rebanhos de gado. Os habitantes da cidade, em gratidão, derramaram leite das vacas em uma pedra escavada para ela beber. Segundo a mesma lenda, sua proteção foi revogada depois que um jovem local derramou leite fervente na pedra, queimando-a. Ela também foi descrita em algum folclore como vigiando as crianças enquanto suas mães ordenhavam as vacas e os pais cuidavam dos rebanhos.

Outra versão da lenda conta que ela já foi uma mulher nobre mortal, a quem uma natureza feérica tinha sido dada ou que foi amaldiçoada com as pernas do bode e imortalidade, e desde então tem sido conhecido como "A Senhora Verde" . Ela pode ser benigna, cuidar das casas e da mente fraca, ou aparecer como um fantasma vingativo.

Krampus
Krampus by Angela Rizza
Krampus é uma criatura mitológica que acompanha São Nicolau durante a época do Natal, segundo lendas de várias regiões do mundo. Krampus vem de Krampen, palavra para "garra" do alto alemão antigo. Nos Alpes, Krampus é representado por uma criatura semelhante a um demônio. Ele avisa e pune as más crianças.

É frequentemente representado com as pernas e os chifres de uma cabra e o corpo de um homem, mas com características faciais animalescas.

Tradicionalmente, rapazes se vestem de Krampus nas duas primeiras semanas de dezembro, particularmente no anoitecer de 5 de dezembro, e vagam pelas ruas assustando crianças com correntes e sinos enferrujados. Em algumas áreas rurais, a tradição também inclui surras aplicadas pelo Krampus. As fantasias modernas de Krampus consistem em uma Larve (máscaras de madeira), pele de ovelha e chifres. A manufatura das máscaras artesanais demanda um esforço considerável, e vários jovens em comunidades rurais competem nos eventos do Krampus.

Em Oberstdorf, no sudoeste da parte alpina da Baviera, a tradição do der Wilde Mann ("o homem selvagem") é mantida viva. Ele é como o Krampus (exceto pelos chifres), veste peles e assusta crianças (e adultos) com suas correntes e sinos enferrujados, mas não é um assistente de São Nicolau.

Pan the Friend and Helper by Arthur Rackham
(em grego: Πάν, transl.: Pán), na mitologia grega, é o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores. Vive em grutas e vaga pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. É representado com orelhas, chifres e pernas de bode, amante da música, traz sempre consigo uma flauta. É temido por todos aqueles que necessitam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que são atribuídos a Pã; daí o termo "pânico".

2 comentários:

  1. Legal, deu um copy e paste de onde? Nao esquece de citar a fonte

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    1. Tenho absoluta certeza que notou que há links pra cada artigo usado, na Wikipédia, então não vou responder sua pergunta estúpida.

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