PseudoCrítica #6: Kingdom - 1ª Temporada (2019)


SINOPSE:
Estranhos rumores sobre a doença do rei deixam todos aterrorizados. Agora, o príncipe herdeiro é a única esperança contra a misteriosa epidemia.

Eu não sou muito fã de séries (embora tenha visto algumas ano passado, conforme os temas foram me interessando), mas sou apaixonado pelo cinema sul-coreano, que tem se mostrado muito diversificado, com produções de qualidade, cobrindo diferentes gêneros.

E não sou muito fã de zumbis, como um todo.

Mas eu realmente preciso indicar Kingdom para vocês hoje.

Quem não fica sobrecarregado às vezes, né?
Segundo a Wikipédia, "a série é definida na época da Dinastia Joseon (1392-1897)", e narra "a história de um príncipe herdeiro" que começa a investigar uma misteriosa praga "que tem assolado o país"; e ainda no primeiro episódio ficamos sabendo as origens disso: a ambição da rainha, que deseja que seu filho ainda não-nascido assuma o trono, e seu pai, que obriga um médico a aplicar uma planta que "ressuscita" o falecido rei, mantenho-o vivo até a criança nasça e se torne o herdeiro legítimo.

Ou seja, a produção é bastante simples em sua trama, e a cada episódio a escala da infecção vai se tornando maior e mais desafiadora, sobretudo por erros simples dos personagens (inclusive protagonistas). Não é raro a sensação de que, se determinado personagem não tivesse feito uma coisa, a epidemia não teria tomado proporções tão ameaçadoras.

"Mau dia, mau dia..."
Por falar em personagens, de antagonistas a protagonistas, passando por coadjuvantes, as atuações são muito boas, e cada um tem sua personalidade bem definida, incluindo os mais caricatos e aqueles com maior carga dramática.

O roteiro (assinado por um único autor, o que é um ponto extremamente positivo, pois permite maior coesão e sentido lógico dos eventos) ainda é pontuado por fortes críticas sociais (para quem não acompanha o cinema sul-coreano, é algo bastante comum, e nada tem de lacração), mostrando como nobres buscam sua própria sobrevivência e não medem esforços em sacrificar plebeus.

E quando a epidemia de zumbis (ou monstros) se torna um problema conhecida por todo o país, a guerra civil se inicia, e um dos lados vê na infestação um tipo de arma biológica, usada para controlar os mais fracos e usar para derrotar o adversário político, que acaba se tornando não apenas o príncipe herdeiro, como também uma espécie de salvador da nação, representando o lado oposto da briga de classes sociais.

E a guerra civil vai começar...
Pela metade da primeira temporada (que conta com 6 episódios), revelações e algumas surpresas rendem boas reviravoltas, ficando evidente que, embora o elemento fantástico seja um atrativo (para quem gosta de zumbis), Kingdom é, na verdade, um drama de ação sobre política, onde os verdadeiros monstros não são os mortos-vivos devoradores de carne, e sim quem engana, trai e busca, numa sede desenfreada, por poder, conquistando-o em cima de mortes e miséria.

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