Bestiário #7: Híbridos voadores

Continuando a série de postagens sobre criaturas híbridas, com a intenção de servir de material introdutório a curiosos e escritores de fantasia, tomando como base o artigo na Wikipédia [em inglês], com informações complementares extraídas de outros sites ou artigos, além de, eventualmente, livros que eu dispor em minha biblioteca.

Para esta quarta parte, vamos conhecer algumas criaturas híbridas voadoras.

Buraque (Buraq)
Autoria desconhecida
Buraque (em árabe: البراق; transl.: Buraq) é uma criatura na qual, segundo a religião islâmica, Maomé foi transportado de Meca para Jerusalém (numa viagem noturna denominada Isra e Miraj), a partir de onde ascendeu ao céu. A sua viagem pelo céu é conhecida como a Miraj, e, segundo os relatos, teria encontrado vários profetas no percurso que antecedeu o seu contato com Deus.

De acordo com a tradição islâmica, o Buraque é um animal branco, metade burro, metade mula, com asas. Algumas tradições artísticas representam-no como uma criatura que é parte cavalo, parte pavão, com uma cara de mulher. É um dos temas mais comuns nas miniaturas persas produzidas a partir do século XIV.

Esfinge
Consecrated Sphinx by lius lasahido
A esfinge egípcia é uma antiga criatura mística usualmente tida como um leão estendido — animal com associações solares sacras — com uma cabeça humana, geralmente a de um faraó. Também usada para demonstração de poder, assim como as pirâmides no Egito.

Vistas como guardiãs na estatuária egípcia, esfinges são descritas em uma destas duas formas: Androsfinge (Sphinco Andro) — corpo de leão com cabeça de pessoa — e Hierocosfinge (Sphinco Oedipus Rex) — corpo de leão com cabeça de falcão.

Havia uma única esfinge na mitologia grega, um demônio exclusivo de destruição e má sorte; de acordo com Hesíodo, uma filha da Quimera e de Ortros ou, de acordo com outros, de Tifão e de Equidna — todas destas figuras ctônicas. Ela era representada em pintura de vaso e baixos-relevos mais freqüentemente assentada ereta de preferência do que estendida, como um leão alado com uma cabeça de mulher; ou ela foi uma mulher com as patas garras e peitos de um leão, uma cauda de serpente e asas de águia.

Hatuibwari/Agunua
Hatuibwari- Agunua Sketches 1 by ZoeHildebrand-R
O Hatuibwari era um dragão nas Ilhas Salomão, na Melanésia. Tem a cabeça de um humano, quatro olhos, braços com garras, asas de morcego e o corpo de uma serpente. A crença antiga é que ele criou e nutriu todas as coisas vivas; que ele é a versão masculina da Mãe Terra. Esta lenda vem de Makira (anteriormente San Cristobal) na Melanésia.

Agunua (nome alternativo Hatuibwari ) é o deus da serpente cósmica do povo da ilha de San Cristoval das Ilhas Salomão. Ele é o deus principal, e todos os outros deuses são apenas um aspecto dele. O primeiro coco de cada árvore é sagrado para Agunua. Ele também é o deus do mar.

Lamassu/Shedu
Lamassu for Kingdoms of Myth by Jose Socas (Genesis Vandrake)
Lamassu (cuneiforme: AN.KAL; em sumério: dlamma; em acádio: lamassu) é uma divindade tutelar da antiga Mesopotâmia, considerada com frequência como sendo do sexo feminino. Utiliza-se com frequência o nome de Shedu (cuneiforme: AN.KAL×BAD; sumério: dalad; acádio: shēdu; hebraico: שד) para se referir ao equivalente masculino de um lamassu.

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