O cordel "Quando a Morte recusou Pedro Malasartes"

Arte de Almeida Júnior
Há anos eu conheço as histórias de Pedro Malasartes, e acho que muitos também as conhecem. Ele está presente no imaginário popular brasileiro, representando a astúcia e a esperteza que tudo pode vencer e enganar.

Então, enquanto pensava num conto para um concurso (história que ainda não escrevi, por sinal), ocorreu-me que a simbologia do Judeu Errante (personagem que, por ser tão detestável, segundo contam as lendas, foi recusado de entrar no Céu e no Inferno, passando a vagar pela Terra) caberia perfeitamente para Malasartes. Afinal, se um sujeito engana todo mundo e não tem qualquer senso moral, com certeza bem recebido no Céu ou no Inferno ele seria, certo?

Foi quando apareceu a oportunidade de ressuscitar meu lado poeta e arriscar no cordel.

E assim como ocorreu com o conto A zoomagista, que foi um teste para explorar uma classe de personagem, o cordel intitulado Quando a Morte recusou Pedro Malasartes foi selecionado para uma antologia da Cartola Editora!

Nunca escrevi cordel antes. Tinha vontade, cheguei a ler sobre os versos, a métrica, estrófes... mas nunca havia me arriscado até aparecer o desafio. Desafio porque, além de eu não ter experiência alguma, sou baiano, portanto precisava garantir ingresso numa antologia sobre uma literatura tipicamente nordestina.

Fiquei feliz tanto por ter passado quanto por, em Quando a Morte recusou Pedro Malasartes dar a introdução para o conto que quero escrever, sendo um separado do outro, sem necessidade de ler um para entender o outro, mas ambos, juntos, formam um quadro da nova versão do fascinante personagem que é Pedro Malasartes.

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