"Contos de fadas são mais que verdade; não porque nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados." G. K. Chesterton


Como escrever e editar sem depender do Microsoft Word (e do Google Docs)

A maioria dos escritores usa Microsoft Word como principal ferramenta para escrita e edição de textos, mas quem nunca teve seu material perdido seja porque o arquivo se corrompeu, o programa inexplicavelmente travou e não salvou o progresso? E quando a chave de registro falha e o programa não quer mais funcionar corretamente, tirando muito do tempo que poderia ser usado no ofício de escrever?

Pensando nisso, e por já ter passado por vários desses problemas, que eu gostaria de sugerir alguns programas alternativos para quem está cansado de depender só do Microsoft Word. Lembrando que esta postagem é focada em usuários do Windows, hein?



Começando com o Atlantis, um programa super leve, que pode ser instalado até em pendrives. Não o usei muito, mas ele já me quebrou um galho quando eu fiquei com um notebook bastante velho e que mal funcionava. Atualmente sua interface lembra pouco a do Word, mas suas funções, mesmo com o pouco espaço que ocupa, são similares. Abre e salva arquivos nas extensões .doc e .docx, além de salvar e converter arquivos em outros formatos, como o .epub, ou seja, bacana pra quem edita e-books pra Amazon.

A única grande desvantagem do Atlantis é a necessidade de uma chave de registro, mas é algo facilmente encontrado em sites, geralmente junto com o programa.



Um programa livre bem robusto, o FreeOffice é ideal para usuários mais avançados. É relativamente leve, sem complicações para instalar. Abre e salva em vários formatos, tanto .doc quanto .odt, o formato padrão dos arquivos do LibreOffice. Além disso, exporta para .epub e .pdf, a interface lembra a do Word/LibreOffice. No pacote, tem o TextMaker que substitui o Word (para escrita) e mais dois alternativos ao Excel e PowerPoint.

As desvantagens são mínimas, mas nada que um escritor atento não consiga contornar.



Por fim, o meu principal programa de escrita e edição, o LibreOffice, mais especificamente o Writer. Uma máquina que substitui e vai além do Word, com diversos formatos de arquivos para abrir e salvar, além de exportação em outros formatos. Tem dicionário integrado, o revisor pega pleonasmos, gerúndios, aponta erros de digitação... Depois que você domina as ferramentas deste programa livre, dificilmente vai querer voltar ao Word.

Dos que indico, é um pouco mais pesado, mas funcional, com aplicativos que substituem Excel e PowerPoint. Outra desvantagem é a ausência de um dicionário de sinônimos e antônimos, mas é um preço pequeno para outras funcionalidades que o programa oferece.

***

Lembrando que todos esses programas podem ser encontrados na rede, inclusive os de acesso livre possuem sites próprios para download, com atualizações frequentes, para aprimorar a experiência, além de manual de usuário.




Bestiário #8: Azhdaha

Recentemente, através da página História Islâmica, descobri uma criatura mitológica bastante interessante e, como já faz um bom tempo que não veio aqui, trago-a para não deixar o blog tão abandonado. O texto a seguir, além da legenda da imagem, com pequenas alterações para corrigir gramática e incluir itálicos, é da página. Logo abaixo, incluo as fontes consultadas pelo autor da postagem.

Detalhe de um tapete mogol no qual a figura de um azhdaha aparece bordado em dourado, uma miniatura persa de por volta de 1560 do clássico Bahmannama na qual o herói Azar Barzin aparece matando um azhdaha com seu arco, e a figura do azhdaha em uma taça mogol de jade ricamente trabalhada de entre os séculos XVI-XVII.

Na mitologia medieval persa, os azhdaha eram o equivalente da figura do dragão europeu, e povoavam os contos de bravura e heroísmo como nos clássicos Shahnameh e Garshaspnameh, onde eram antagonistas, porém muito admiradas como incríveis bestas fantásticas. Segundo a tradição dos contos islamo-persas, os azhdaha possuíam um corpo enorme e alongado de modo serpentino, com uma face que expressava ferocidade coroada por olhos brilhantes, com bocas largas e repletas de dentes, sendo muito próximos da figura do dragão chinês tanto nas descrições escritas como nas representações artísticas, podendo habitar terra, céu e principalmente água.

De acordo com o bestiário de criaturas fantásticas Ajāyeb ul-Makhlooghāt, ou Criaturas Estranhas, de autoria de Mahmoud al-Tusi, compilado por volta de 1160, a origem dos azhdhas se dava "quando uma cobra vive 100 anos e seu comprimento se torna o de 30 metros, ela é chamada de azhdahā". Ele também escreveu que "por causa de seu ataque a outras criaturas, Allah eventualmente as manda ao mar e lá, seu corpo continuará a crescer, de modo que seu comprimento se torne o de mais de 10.000 metros. Então, no mar, elas evoluem para ter duas asas/nadadeiras, como as de um peixe, e as ondas do mar são causadas por seus movimentos. Comer o coração de um azhdahā traz coragem e bravura. Suas peles são boas para curar as feridas do amor, e se alguém enterrar a cabeça de uma azhdahā no solo, as condições desse solo se tornarão férteis.''

Outro trabalho medieval posterior ao de al-Tusi, que dá descrições parecidas sobre a criatura, é o de Hamd Allah Mustaufi Qazvini, intítulado Nuzhat al-Quloob. Nele, Qazvini acrescenta que "eventualmente, o azhdaha cresceu tanto que causou danos no mar e, depois de ser morto, seu corpo foi jogado na costa para fornecer alimento para os habitantes da Terra de Gog e Magog.''

A figura dos azhdaha aparece não só em contos e livros, como também foi reproduzida em diversos trabalhos de arte do mundo islâmico persianizado. A besta foi adotada por exemplo pelo conquistador tártaro-mongol Timur (m.1405) durante sua conquista da Pérsia, e assimilada como uma insígnia real pela sua dinastia, bem como pela dinastia Mogol que a sucedeu em parte da Ásia Central e principalmente na Índia. Shah Jahan (m.1666), o construtor do Taj Mahal, também aparece cercado de várias representações dos azhdaha em seus estandartes, e seu sucessor, Aurangzeb Alamgir (m.1707) nomeou um de seus canhões favoritos de Azdaha Paikar (''Corpo do Dragão'), que foi usado durante suas conquistas no Decão, famoso por derrubar muralhas tal qual as bestas dos contos persas. 


Bibliografia:

Enciclopédia Iranica (em inglês)

- Titley, Norah M. (1981). Dragons in Persian, Mughal and Turkish Art. London: The British Library. p. 16.

-Kajani Hesari, Hojjat. Mythical creatures in Shahnameh.


Resenha #16: Domínio das Trevas - Contos do Gótico e do Inimaginável [Rubens Pereira Junior]

Na verdade, eu queria começar esta resenha com uma piada, mas difícil superar o e-book que eu acabei de ler.

Não que Domínio das Trevas: Contos do Gótico e do Inimaginável seja lá daquelas piadas bem contadas. Imagine um tiozão no churrasco contando piada politicamente incorreta, mas que nem é engraçada e mal vai ofender alguém; no máximo, todo mundo vai achar o tiozão um otário e ficaremos por isso mesmo. Só que Rubens Pereira Junior consegue a proeza de quando não nos faz sentir uma baita vergonha alheia de seus oito péssimos contos, causa aquele incômodo escatológico de uma criança mal-criada.

Pois não há outra forma de descrever a sensação que fica na leitura das oito histórias deste livro.

É até difícil imaginar o que a Editora AVEC viu na prosa do autor para achar que valeria sujar seu catálogo com tamanho catarro. Pois é assim que vejo cada conto "gótico" da obra: uma tentativa de um garoto que leu bastante de copiar/imitar seus escritores preferidos. Em momento algum há tanta originalidade ou segurança no que é posto no papel; Rubens apenas segue oscilando por parágrafos, parecendo tentar emular um estilo ou outro que não domina.

Ou vai ver ele só não sabe escrever.

Falta a Rubens um quê de criatividade e outro de paciência. Não se cria um vilarejo no interior de Minas Gerais do dia para a noite; não se situa uma série de contos em ambientes da década de 1930 sem a menor pesquisa; é preciso se saber onde ir e para onde não ir. Sem a centelha da criatividade, por exemplo, Vale Escuro não tem nada que lembre um pedacinho de Minas (nem costumes, nem nomes de personagens, nem estrutura, nem crendices); vai ser só uma cópia daquelas vilas de filmes e novelas ambientadas no fiofó da Europa. E sem paciência, a todo instante a cidade vai mudando, vai se enchendo de classes abastardas, até mesmo "realeza", que preferiram um lugar sem eletricidade, cuja economia deve ser basear nas vendas das velas, do que uma cidade grande.

Mas Rubens não parece preocupado em amadurecer, distraído com seu vilarejo nonsense, enquanto desfilam personagens e tramas vazias de sentido e propósito, que vão somente testando nossa paciência e causando um tédio sem fim. Quando não cabe capacidade de causar medo com suas descrições toscas, o autor nos surpreende com escolhas toscas e duvidosas: o gore mal executado, o sacrifício de uma bebê aqui, um estupro com diabão com "falo desejoso" logo acolá, canibalismo sem graça mais adiante, um capeta/menino alegando que gostou de ser abusado já na curva do desfecho...

Falta ao autor, crítico do politicamente correto (o qual ele acusa de censurar sua obra), identificar os elementos daquilo que tanto aprecia. Entender que os clássicos que ele admite serem suas inspirações não costumam ser feitos de recursos narrativos baratos e cafonas, que os personagens são tão importantes quanto a ambientação, que o psicológico de um personagem se constrói em ritmo gradativo... e que o gore pode, sim, existir, mas que ele seja um desses elementos, não o atrativo. Que uma mera sugestão pode causar uma sensação de horror maior do que descrever um estupro.

E, acima de tudo, repito, aprender a escrever.

É preciso paciência e criatividade, é essencial treino e boas referências, e é fundamental reconhecer suas limitações e ouvir conselhos. Ainda mais quando, em longos e tediosos contos, o leitor nem saiba mais o que está lendo e nem o motivo. Afinal, não é complicado prever o próximo evento de cada história, e não tem enrolação que salve o clímax, que é tão ridículo quanto tudo o que veio antes. O risível se faz tão presente que, no oitavo conto, nem é espantoso o desfile de quase todos os personagens que apareceram anteriormente, numa trama sem sal de casa mal-assombrada.

Como disse, eu queria fazer piada nesta resenha, igual fiz no Twitter conforme fui lendo cada conto. Mas não dá. O alvoroço em cima deste livro e de seu autor, dias atrás, beira o patético. A imaturidade de Rubens, ao lidar com críticas, preferindo se sentir perseguido pelo fantasma do politicamente correto, outros escritores correndo para defendê-lo e até mesmo leitores atacando o papel essencial de uma leitura acurada, que busque qualidade e sensibilidade e temas pesados, tudo isso me fez perceber que não há piada na mediocridade de Rubens e sua obra. A piada sou eu, ou você, nós, que buscamos escrever bem diariamente, enquanto um garoto catarrento, sabe-se lá como, conseguiu uma editora com um material amadoríssimo e, ainda por cima, apoio de grandes escritores do gênero.

No fim, Domínio das Trevas: Contos do Gótico e do Inimaginável não merece sequer uma nota, nem a .



PseudoCrítica #9: Coisas que fãs de dinossauros deveriam assistir

Quem acompanha o blog e já percorreu as mais de mil postagens (até o momento), com certeza, já deve ter reparado que eu adoro dinossauros, não é mesmo?

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Se você, assim como eu, ama dinossauros, já deve ter visto um monte de filmes, séries e desenhos animados com essas criaturas fascinantes. Não é de se admirar que tenha esbarrado em clássicos mundialmente conhecidos (a franquia Jurassic Park, por exemplo) e encontrado películas de gosto bastante questionável (a franquia Carnosaur, que é composta de três filmes deveras trash).

Mas, se você quer novidades e explorar diferentes histórias, deixe-me sugerir algumas obras que valem (ao menos um pouco de) seu tempo.

PRIMAL2019

Primal, série animada com uma temporada apenas até o momento, é de encher os olhos de qualquer um. Criado e dirigido por Genndy Tartakovsky, que possui um extenso currículo com animações de vários tipos, o show bebe de puta literatura pulp (em especial a de Robert E. Howard, criador de Conan), mesclando um mundo anacrônico, onde dinossauros e homens coexistem com homens-macacos e animais gigantes, com um toque de magia primitiva e brutal. Com apenas 5 episódios, de mais ou menos vinte minutos, é uma boa pedida para os adultos apaixonados por aventura, violência gráfica e uma bela amizade improvável.


PRIMEVAL (Invasores Primitivos), 2011 - 2016

Ainda no campo das séries, esta é um pouco maior, com cinco temporadas e 36 episódios. Infelizmente, acabou cancelada, deixando muitas perguntas sem respostas e diversos personagens perdidos nas lacunas do tempo. Mas, enquanto a série britânica durou, trouxe dezenas de dinossauros, animais pré-históricos e do futuro para as ruas da Londres do século XXI, com efeitos especiais bastante convincentes e bastante variedade de espécies. Apesar de ter sido cancelada sem um final adequado, é uma série que vale muito a pena ser conferida. Há uma spin-off, canadense, que ainda não vi, mas pretendo.


THE LOST WORLD (O Mundo Perdido), 1999 - 2002

Esta é meu xodó. Eu era fissurado nela, tentava não perder um episódio e devo ter assistido, de maneira irregular, praticamente todos os 66 episódios + piloto + filme para televisão disso. Infelizmente, também foi cancelada sem uma conclusão (o projeto era ter cinco temporadas, mas pararam na terceira, por falta de verba), mas ainda assim é bastante divertida, com viagens no tempo, civilizações perdidas (inclusive de homens-lagartos), dinossauros (pouca variedade, por sinal), homens-macacos, ficção científica, magia, lendas europeias, referências históricas... Uma salada de sabores! Para quem tiver interesse, o livro homônimo, escrito por Sir Arthur Conan Doyle, também criador do famosíssimo Sherlock Holmes.


WALKING WITH DINOSAURS (Caminhando com Dinossauros - O filme), 2013

Deixando um pouco de lado a temática mais adulta, este filme animado é bem legal. Derivado de um documentário com o mesmo nome, trata-se de uma aventura pre-histórica feita em computação gráfica que mescla ficção e um tom documental, numa dose bastante satisfatória para adultos e crianças (principalmente; meus sobrinhos adoram este filme). Eu considero bem superior ao filme da Disney, Dinossauro, que não irei incluir nesta lista, mas fica a dica também.


THE VELOCIPASTOR (O VelociPastor), 2018/2019

Agora, se você não quer animação caprichada e violento, séries canceladas sobre mundos perdidos e brechas temporais e muito menos filme bonitinho com dinossauros coloridos, que tal algo bem trash e tão ridículo que é digno de culto? VelociPastor é a pedida! Nem vou falar muito, mas fica aí a dica. É um baita filme!


Como usar travessão no Microsoft Word

"Alec, por favor, faz uma postagem sobre travessões serem diferentes de meia-risca e de símbolos... e de equações!", pediu-me uma amiga e colega de escrita.

Olha, se alguém se diz escritor e não sabe a diferença dessas coisas, acho que deveria repensar um pouco os compromissos com a escrita.


Dito isso, hoje vamos aprender a usar corretamente travessão no Microsoft Word, seja lá qual for a versão.

Basta seguir as orientações das imagens a seguir:

1.


2.


3.

Este é um caminho mais rápido, mas preste atenção, hein?
Atente-se ao nome Unicode do símbolo!
Outro caminho é este. Acho mais seguro, além de permitir conhecer melhor as sutis diferenças dos símbolos.

4.

Por fim, salve tudo, feche as janelinhas abertas e está tudo pronto. Toda vez que digitar -- o programa vai substituir pelo —.

54 contos num ano: Um conto por semana 2.0

Em 2017, eu havia dado início a um projeto simples: escrever, por um ano, um conto toda semana. Cheguei a cumprir um mês de desafio, embora só tenha registrado três semanas inteiras. Com o decorrer do tempo, outras coisa surgiram e o projeto foi paralisado.

Mas, como estamos numa época de quarentena, resolvi voltar e tentar cumprir as 54 semanas e 54 contos.


O desafio é fácil: de domingo a sábado, escrever um conto completo, de qualquer tamanho, livre de tema e de gênero literário. Pode ser uma meta diária de 100 a 1000 palavras, por exemplo. Pode-se acabar o conto antes do prazo. Importante é escrever uma história semanalmente.

Ao final de um ano, contabilizar e classificar tudo.

Simples, náo é?

Criei uma planilha para manter tudo controlado, assim tentarei não perder prazos e preservarei um registro do progresso. O modelo segue abaixo, caso alguém queira copiar ou adaptar.


Trailers Fantásticos #16: Assassin’s Creed Valhalla [2020]

Para quem é fã da franquia Assassin's Creed, curte a série Vikings e pirou na recente aventura de Kratos, Valhalla está chegando!


Segundo a página Nerd Maldito, "Assassin’s Creed Valhalla, o próximo jogo da série Assassin's Creed. Ambientado na Era Viking, o game será lançado no final do ano para Xbox Series X, PlayStation 5, Xbox One, PlayStation 4, Windows PC, Stadia e UPLAY+, o serviço de assinatura da Ubisoft.

"Desenvolvido pelo mesmo time responsável por Assassin's Creed Black Flag e Assassin's Creed Origins, na Ubisoft Montreal, Assassin's Creed Valhalla convida os jogadores a viverem a saga de Eivor, um feroz guerreiro viking criado em um ambiente cercado de lendas sobre batalhas e glórias. O novo game oferece uma experiência viking arrebatadora e transporta os jogadores para um dinâmico e belo mapa de mundo aberto que contrasta com o cenário brutal da Idade das Trevas na Inglaterra. Para ganhar seu lugar entre os deuses em Valhalla, os jogadores precisarão saber usar novos recursos e habilidades, realizando invasões, aumentando seus assentamentos e demonstrando poder e influência.

"'Mal podemos esperar até que os jogadores vivenciem essa incrível jornada viking”, disse Ashraf Ismail, diretor criativo de Assassin’s Valhalla. "Na pele de Eivor, um invasor viking e líder de clã, os jogadores enfrentarão grandes desafios para estabelecerem um novo lar enquanto lutam pelo poder e controle da Inglaterra." Em Assassin’s Creed Valhalla será possível escolher entre jogar como um Eivor masculino ou feminino, e usar ferramentas de customização, incluindo cabelo, tatuagens, roupas, pinturas de guerra e equipamentos. Alianças políticas, decisões de combate e opções de diálogo vão impactar a trajetória dos jogadores em Assassin's Creed Valhalla, e, por isso, será fundamental estabelecer estratégias para proteger o lar e o futuro de seu clã.

"Partindo da Noruega, por meio de guerras infinitas e com recursos cada vez mais escassos durante o século IX d.C., os jogadores conduzirão o clã nórdico de Eivor através do gelado Mar do Norte até as ricas terras dos reinos controlados pela Inglaterra. Será preciso estabelecer um novo destino para seu clã, batalhando ao implacável estilo de luta dos guerreiros vikings, apresentados no jogo a partir de um sistema de combate renovado, que inclui a capacidade de manejar duas armas ao mesmo tempo, e enfrentar a maior variedade de inimigos já vista na série. Com poucos recursos à disposição, os jogadores irão liderar ataques a qualquer local promissor que encontrarem no litoral utilizando seus barcos e adquirindo riquezas. Conforme os vikings se estabelecem em novos lugares, encontram a resistência dos saxões, como o rei Aelfred de Wessex. Contra todas as probabilidades, Eivor deve fazer o que for necessário para manter Valhalla ao seu alcance."



Caso vocês não seja fluente no idioma inglês, segue o trailer dublado:



Sobre a tal maturidade literária


A maturidade literária chega para todos, em diferentes níveis.

E não me refiro a algo específico, uma vez que, no meu caso, alcancei uma boa escrita (aos meus olhos) apenas após 6 anos de escrita quase ininterrupta em diversos cadernos e folhas sulfite; aprendi a respeitar o gosto alheio por leitura somente há pouco mais de cinco anos; e me permiti ler obras que jamais imaginei ler.

A maturidade reside em se olhar para os problemas e não se julgar capaz de solucioná-los ao seu modo, e sim buscar, com outras pessoas, soluções em cima de diversos pontos de vista.

Você passa a enxergar com o olho do outro, ciente de que todos temos limitações e pontos fortes.

Eu, por exemplo, não consigo prolongar nenhum texto para que tenha mais de 40 mil palavras há uns bons anos, contudo me saio bem com um espaço limitado de 2 mil caracteres. Assim como tem gente que se empolga e cria uma trilogia extensa e concisa, bem construída, mas se perde na elaboração de uma mera sinopse.

Os anos de tretas literárias me serviram para que eu conhecesse diversas realidades, saísse inúmeras vezes de meu confortável ambiente de leitor de literatura fantástica e percebesse minhas falhas, assim como as alheias. Há um peso na vivência que está além da zona de conforto, além de querer estar certo ou se achar certo. Pois um escritor, uma vez li em algum lugar, é como um historador de seu tempo, contudo ele imprime em seus textos todas as suas opiniões.

Há uma tendência elitista de nossa parte, seja escritor branco ou negro, hétero ou LGBTQA+, pobre ou classe média, em julgarmos senhores de verdades absolutas sobre assuntos diversos. Não nego que um escritor negro conhece mais sobre racismo do que um branco, mas que conhecimento tem um negro de classe média, que estudou a vida inteira em escolas e colégios particulares, perto de um que dividia seu tempo entre estudar numa escola pública e ajudar na renda familiar?

Indo além, e me usando de novo como exemplo, eu evito dar dicas de escrita justamente porque reconheço, em uma longa linha de milhares de anos, não ser mais do que um mero grão de areia num deserto de literatura. Pois, creio eu, minha maturidade está em saber quem sou e onde estou, e não ambicionar estar além daquilo que posso oferecer.

E há uma pegadinha interessante na tal maturidade literária: um dia, eu abri os olhos e notei que não bastava apenas criticar o mercado e me recusar a fazer parte dele. Eu precisava apontar caminhos, elevar quem estivesse ao meu redor e pudesse fazer a diferença. É sábio que um general busca a vitória sem causar perdas a ambos os exércitos. E a destruição é uma forma de se criar.

Maturidade literária é oferecer o que se tem, mas sem nunca se proclamar mestre. É saber que suas palavras, ditas ou escritas, e suas ações, feitas ou não, ecoam pela eternidade. E tem severas consequências.