Gêneros Literários #26: Limerick

Revirando um caderno cheio de anotações com quase dez anos de existência, deparei-me com uma anotação bem simples: limerick (limerique, aportuguesado) = tipo de poema com histórias amalucadas, com cinco versos. Não sei de onde retirei isso, mas hoje quero apresentar o que descobri sobre esse tipo de poema.

Limerick de Edward Lear. Ilustrador desconhecido.
Encontrei o seguinte num fórum: "Limerick é um poema monostrófico de 5 versos, sendo o primeiro, segundo e quinto versos maiores e rimando entre si, e o terceiro e quarto menores, também rimando entre si. O conteúdo é geralmente jocoso, às vezes obsceno."

Exemplos:
Quando eu ouvi cantar o bem-te-vi
e vi que não cantava para ti,
fiquei muito chateado.
Ah, que bichinho danado!
Dizia no cantar que te perdi.

Era um rapaz desastrado,
não tinha nenhum cuidado.
Quis pintar o sete,
pintou canivete.
A moça tinha namorado.

Na Wikipédia, por sua vez, é dito que "limerick ou limerique é um poema monostrófico de cinco versos, com ritmo anapéstico ou anfíbraco" e o "nome do poema é geralmente considerado como uma referência à cidade irlandesa de Limerick, que é onde acredita-se tenha tido origem, mas seu uso foi documentado pela primeira vez na Inglaterra em 1846, quando Edward Lear publicou A Book of Nonsense".

No geral, os temas são "de tendência humorística, por vezes obscenas", e "Gerson Legman, que compilou uma grande e erudita antologia, considerava que o verdadeiro limerick, como uma forma popular, é geralmente obsceno. Tais opiniões também são defendidas por Arnold Bennett e George Bernard Shaw".

"Os versos 1, 2 e 5 são maiores, geralmente com três pés de três sílabas (anapestos ou anfíbracos), rimando entre si, e os versos 3 e 4 menores com dois pés de 3 sílabas, também rimando entre si", portanto,  "o esquema rímico é AABBA". Por fim,  "o poeta brasileiro Joaquim Sousa Andrade (Sousândrade) se deixou influenciar por essa forma poética em seu livro O Guesa".

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