PseudoCrítica #7: Spider-Man - Into the Spider-Verse (2018)


SINOPSE:
Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras variações do Homem-Aranha.

Há um tempo, numa conversa com amigos, comentei sobre meu desânimo com a nova versão do Homem-Aranha que a Marvel nos trouxe. Segundo reboot em tão pouco tempo, o estúdio precisou fazer duvidosas modificações no personagem, além de apelar à máxima quanto mais CGI, melhor para vender.

Então, quando anunciaram Spider-Man: Into the Spider-Verse (ou Homem-Aranha no Aranhaverso, no português), nao fiquei lá muito animado, mesmo que se tratasse de uma animação (péssima brincadeira com palavras, Alec).

Parte do elenco de voz desta animação maravilhosa.
Mas eis que o filme, que usa uma técnica completamente nova de animação, com um roteiro relativamente simples, mas com ritmo quase frenético, ótimas sacadas humorísticas, sem medo de mesclar referências Marvel e estilos, conseguiu a proeza de ser altamente elogiado, tornando, assim, a Sony o estúdio que, após falhar no primeiro reboot do Homem-Aranha, trazer o MELHOR FILME DO AMIGO DA VIZINHANÇA!

E não é por menos que mereceu levar a estatuaeta de Melhor Animação no Oscar deste ano.

Múltiplas Aranhas
Se Deadpool conseguiu fazer um filme decente com um personagem desbocado, fazendo uso de muita violência gráfica, quebra de quarta parede e alguns outros recursos metalinguísticos, Spider-Man: Into the Spider-Verse vai ainda além, estabelecendo um universo já conhecido por quem aprecia quadrinhos, contudo quase inteiramente novo a quem conhece apenas Peter Parker.

Aliás, a animação é um prato cheio de referências, autoparódias e memes, conseguindo, sem perder o ritmo da história, provocar gargalhadas e subverter, à medida do possível, elementos bastante gastos em produções de super-heróis.

Olha a dancinha!
Por falar em história, ela é muito simples, e com algumas surpresas, mas nada tão imprevisível, mas tão bem executada e com uma técnica de animação tão maravilhosa que é impossível não se sentir fascinado pelo que é contado. O design da cidade e dos personagens, por sinal, consegue alternar do futurístico ao mais underground, do mais proporcional ao caricato.

As cenas de ação, às vezes com uma pegada mais gibi, é de encher os olhos. A trilha sonora, meus caros, é muito bem encaixada, agitando quando precisa agitar e comovendo quando precisa comover.

Visualmente espetacular.
Enfim, é um baita filme para fãs e não-fãs, para adultos e para crianças. E, sobretudo, se você não aguenta mais tantos reboots do mesmo personagem e quer conhecer muitos vilões, novas versões do Cabeça-de-Teia, talvez esteja aqui uma franquia que mereça sua atenção.

Cada pôster lindo tem este filme!
Por fim, pequeno spoiler da melhor cena pós-crédito da história do cinema:


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